Ele ordena que eu conte. Ajeita o cinto de couro que está em Sua mão e o dobra. Em movimentos rápidos e ainda suaves, prepara minhas nádegas para o que de fato Ele deseja e, em um lance tão rápido que mal consigo antecipar, recebo o primeiro golpe. Uma dor quente e irradiante passa por minhas nádegas. Minhas pernas ficam bambas e o suor brota em meu rosto e mãos. Em voz quase inaudível, digo “Um”. “Não ouço sua voz, cadela. Diga mais alto!”, Ele diz, em tom áspero. Eu repito “Um”. “Não te ensinei como se diz? Diga direito!”. “Um, Senhor”. “Muito bem, menina. Agradeça, também”. “Um, Senhor. Obrigada, Senhor”. “Isso, cadela. Siga contando”.
Assim, Ele desfere os golpes de cinto em minhas nádegas, que sentem o ardor na pele e esperam somente que aquele momento acabe logo. Conto até 10, como Ele ordenou. Minha pele negra, que desconhecia até então as sensações e aspectos da dor, permanece inalterada à vista. Mas eu sinto o calor na região recém flagelada. Ele ordena que eu me vire. Com alguma dificuldade, me viro e me coloco deitada, com o rosto olhando ao infinito do teto amarelo daquele quarto. Ele abre minha pernas com a ponta do cinto e ordena que eu as abra bem. Ainda sem me tocar com Suas mãos, acaricia meu sexo. O encara, aprecia e, sem que eu esperasse, bate levemente com a ponta do cinto. Mais pelo susto que pela dor, me agito. Ele não gosta e ordena que eu fique imóvel. Em seguida, desfere vários golpes rápidos e contínuos, que esquentam meu sexo e o deixam sensibilizado. Ele me pergunta quantos golpes havia desferido em minha pele. Eu, atordoada pelas sensações, não sei dizer. Me envergonho de minha displicência.

Visivelmente irritado por minha falta de atenção, Ele nada diz. Somente desfere mais golpes, dessa vez passando pela parte interna de minhas coxas e sexo. Somente sinto o calor e tento contar os rápidos golpes pelo meu corpo. Ele me pergunta o que senti. Digo que senti calor. Ele, tocando meu sexo, percebe que não me excitei. Pergunta se, por acaso, preciso de mais alguns para me excitar. Respondo que não, que não me agradam os golpes. Ele sorri e desfere mais alguns golpes, satisfeito. Me pergunta mais uma vez quantos golpes eu havia recebido. Eu não sei responder, mais uma vez. Sinto vontade de chorar, mas me mantenho firme e digo um número qualquer. Ele percebe minha manobra e põe-Se muito irritado “Cadela, não sabe contar? Como pode não saber?”. Lágrimas começam a brotar de meus olhos. “Vá para o chão, ao lado do Dono. Só saia daí quando Eu mandar, entendeu?”. “Sim Senhor”, respondi, em tom baixo. Ele ordena que eu fale mais alto. Eu digo. E me coloco ao piso, triste por meu fracasso em agradá-Lo. Então sinto Sua mão acariciar meus cabelos e dizer, baixinho “Muito bem, menina. Fique aí, ao alcance do Dono”. E percebo que Ele adormece, ao meu lado. E, assim, me ponho mais tranquila. Vigilo Seu sono. Como toda cadela deve fazer.