"Há centenas de formas de ajoelhar e beijar o chão" - Rumi
http://www.albanypowerexchange.com/Writings/inclusion_exclusion.htmAtualmente há frequentes referências sobre a necessidade de nossa comunidade tornar-se mais inclusiva e menos exclusiva. Vale a pena pensar sobre quais são as implicações em declarar-nos mais "inclusivos" e se é verdade que desejamos isso.
A "Comunidade do Couro" é um grupo mais variado de pessoas do que se possa imaginar. Vimos de todas as raças, grupos étnicos e níveis sociais. Somos homens, mulheres e transgêneros, ricos, pobres, educados e sem escolaridade e tem todos os tipos de corpos. Representamos todas as possíveis orientações sexuais e todas possíveis "perversidades" conhecidas pelas humanidade.
Alongamos ou mesmo quebras as fronteiras da "correção política" e praticamos as artes do BDSM, o que desafia nossa habilidade de categorizar, relacionar, delimitar ou definir mesmo que continuamente tentemos fazer exatamente isso!
Umas das definições de "incluir" é "colocar em uma categoria geral, grupo etc.". Como presumiríamos que pudessemos incluir todas essas variações em um grupo? Gostaríamos de estar em um grupo? É uma boa idéia tentar?
Nos E.U.A., muito da nossa "cultura do couro" pertence á comunidade homossexual masculina. Eles tem uma experiência histórico-cultural que é única ao grupo deles. Quando eles se juntam, sua energia poderosa é algo que os marca como diferentes mesmo da comunidade de couro lésbica ou das comunidades heterossexuais. Por inclusão queremos dizer que deveríamos invadir esse espaço exclusivamente masculino alterando-o ou mesmo reduzindo-o?
A comunidade do couro lésbica teve que lutar suas batalhas duríssimas com a comunidade lésbica pelo simples privilégio de existir. Com nossa filosofia "inclusiva" devemos presumir saber e entender os sacrifícios e batalhas que eles travaram assim como suas irmãs? Não é inapropriado que enquanto lésbicas em couro elas possam desejar reunirem-se sozinhas para celebrar seu espaço duramente obtido?
Devem os hetero ou bissexuais devem abandonar a sua atração às pessoas à pessoas do sexo oposto para encaixarem-se nos moldes da comunidade do couro? A dinâmica homem-mulher é, por natureza, única para esse grupo e tais interações podem estar atrapalhando aqueles de mesma convicção sexual? Não seria preferível permitir à eles reunirem-se e livremente explorarem as intimidades do BDSM gênero a gênero?
Talvez nas nossas dores crescentes e no desejo de aprender sobre os outros e desenvolver o corpo de conhecimento do BDSM, tomamos o caminho errado. Bom as melhores das intenções, temos usado um palavreado que conduz ao pensamento que devemos sempre sempre dividir os espaços de "couro" e que não há espaço para as atividades ou práticas exclusivas. Um caminho diferente pode conduzir na direção da aceitação um do outro, tanto de nossas diferenças como semelhanças. É possível que a aceitação de muito dos aspectos de nossa comunidade é um objetivo que devemos alcançar
Se aprendermos a aceitar que cada indivíduo na nossa comunidade do couro é única, se nós podemos reconhecer que nos temos diferenças e essa diferenças não nos fazem errados ou menores, se pudemos lembrar o que era ser novo no mundo do couro, o quanto ficamos excitados e o quanto tínhamos de aprender, se nós pudermos sentir o gosto tanto dominação quanto da submissão então talvez nós possamos aprender a celebrar nossa diversidade ao invés de fazer nossa comunidade homogênea como o resto do mundo. Não é possível espalharmos a mensagem de aceitação pra cada pessoa que usa couro ao invés da filosofia de constante inclusão de todos os grupos e ter uma crescente admiração, respeito e aprender de cada um em grande medida?
Vamos nos unir com toda comunidade sempre que pudermos e vamos permitir que os diversos grupos possa tem seu próprio espaço quanto desejarem. A força do couro não é o que faz como qualquer estilo de vida mas o que o faz diferente. Celebremos e aceitemos nossa diversidade!
Talvez nas nossas dores crescentes e no desejo de aprender sobre os outros e desenvolver o corpo de conhecimento do BDSM, tomamos o caminho errado. Bom as melhores das intenções, temos usado um palavreado que conduz ao pensamento que devemos sempre sempre dividir os espaços de "couro" e que não há espaço para as atividades ou práticas exclusivas. Um caminho diferente pode conduzir na direção da aceitação um do outro, tanto de nossas diferenças como semelhanças. É possível que a aceitação de muito dos aspectos de nossa comunidade é um objetivo que devemos alcançar
Se aprendermos a aceitar que cada indivíduo na nossa comunidade do couro é única, se nós podemos reconhecer que nos temos diferenças e essa diferenças não nos fazem errados ou menores, se pudemos lembrar o que era ser novo no mundo do couro, o quanto ficamos excitados e o quanto tínhamos de aprender, se nós pudermos sentir o gosto tanto dominação quanto da submissão então talvez nós possamos aprender a celebrar nossa diversidade ao invés de fazer nossa comunidade homogênea como o resto do mundo. Não é possível espalharmos a mensagem de aceitação pra cada pessoa que usa couro ao invés da filosofia de constante inclusão de todos os grupos e ter uma crescente admiração, respeito e aprender de cada um em grande medida?
Vamos nos unir com toda comunidade sempre que pudermos e vamos permitir que os diversos grupos possa tem seu próprio espaço quanto desejarem. A força do couro não é o que faz como qualquer estilo de vida mas o que o faz diferente. Celebremos e aceitemos nossa diversidade!
(1) Nota do tradutor: chama-se de "Comunidade do Couro" as comunidades de diversas orientações sexuais e diversas práticas sendo mais proeminente, conforme será dito nesse mesmo artigo, nas comunidades gays masculinas e BDSM. Para um texto mais detalhado em inglês, clique aqui.
Tradução: Janus SW
