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(Retirado/Extracted from the English text at: http://albanypowerexchange.com/Lifestyle/dom_types.htm , em inglês)
No modo de vida D/s você encontrará muitas definições para "Dominador" e "Mestre" , no mesmo número das pessoas que você encontrar. Quando um Dominador diz: "Quero ser seu Mestre", as palavras podem variar de significado de um para outro. Em alguns casos poderá significar , apenas, que eu quero apenas amarrá-la, chicoteá-la, fazer algumas cenas e ter sexo com você, quando eles dizem que querem ser seu Mestre.
Do outro lado do espectro há pessoas que querem tornar-se seu Mestre em tempo integral, seu protetor, professor. Eles apenas sentem-se satisfeitos quando podem eles tem seu coração e mente. Entre as duas definições você encontrará vários tons de cinza completando o significado de Dominador/Mestre. Novamente você deve examina-las e dar a elas o seu real siginificado. Uma vez que tiver certeza do que o Dominador espera e oferece à você, estará pronto a dar o "presente". Quando você fala em tornar-se Mestre de alguém diga o que isso significa, a sua concepção. Se você é um submisso e ouve que alguém quer tornar-se seu Mestre você deve ao seu relacionamento , saber o que isso significa.
Considerando que palavras têm significado este será a base para o crescimento mútuo de Dominadores e submissos. Quando você ler as definições abaixo, veja qual mais se adequa à você, se é um Dominador, ou mais próximo do que procura em um Mestre, caso você seja submissa. Se o seu relacionamento tem aspirações a crescer, você devem primeiro complementar-se e ajustarem-se nos níveis mais básicos do D/s. Você poderá concluir que o seu ajustamento encontra-se em uma definição intermediária entre as que apresentamos. Depende de você comunicar quais são as diferenças. Lembre-se que a inexperiência de um dominator leva-o a fantasiar sobre as habilidades em um grau que não encontra respaldo na vida real. Se você nã é o par perfeito, você deve discutir se vocês querem progredir juntos para um nível de Dominação/submissão que atenda a todos.
Ao lê-las, lembre-se que não há respostas certas ou erradas. Elas são oferecidas para ajudá-lo a examinar o que voc~e quer das relações D/s.
O amante "excêntrico" não dominador
Esta pessoa não se dedica a dominação ou estar em controle. Ele apenas aprecia uma sexualidade mais elevada que a cena D/s proporciona. Eles se sentem "seguros" na cena se ambas as partes envolvidas encontram prazer. Não tentarão, normalmente coisas novas sem que o submisso primeiramente diga o que aprecia. O seu prazer está na atividade sexual e não em espancar um submisso ou estar no controle.
Papel de Dominante mas não um Mestre:
Essa pessoa normalmente é encontrada "on-line" . Ele será um Dominador e parece estar em controle. Ele pode exercitar humilhação e ditar regras. Ele tem um submisso para serví-los, ajoelhar-se e agir como todos os submissos agem. Eles gostam de "treinar" novos submissos porque sentem-se seguros quando trocam o pequeno conhecimento que têm sobre D/s. O Dominador normalmente naõ forçará o submisso a fazer coisas solicitar coisas que irão além dos limites do submisso. A única parte que eles demandam é sexo virtual. Esse tipo de Dominador contará vantagem sobre as escravas que teve e as que treinou.
O papel de Dominador e Mestre:
Essa pessoa gosta de jogar "Mestre" e gosta de sentir-se no controle. Eles desejarão que o submisso porte sua coleira antes de terem estabelecido um relacionamento. Novamente, em seus termos, eles desejarão que o submisso os sirva em suas necessidades. Eles não trabalham para que o relacionamento ou o submisso cresçam. Raramente dão ao submisso exercícios de aprendizagem e se o fazem, eles normalmente dão pouco retorno quando a tarefa é cumprida. Eles estarão no controle na maioria do tempo mas não trabalharão no crescimento.
O verdadeiro Dominador , não- Mestre
Esse tipo de pessoa controla o submisso, mas é usualmente temporário e sem limites convencionados. A grande diferença entre essa pessoa e os anteriormente mencionados acima é que eles conhecem a força que vem da submissão. Esse tipo de pessoa é fixado em ser servido, tanto sexualmente quanto fora das cenas. Eles não tem grande satisfação em forçar o submisso a submeter-se à sua forma de dominar e usualmente dita a cena baseada em limites convencionados.
Apesar de procurarem seu prazer no fato de estar no controle, o submisso achará fácil influência-lo de sua posição.
O verdadeiro Dominador atua como Mestre
Esse tipo de pessoa também toma o controle mas usualmente temporariamente com limites consensados. Eles tem satisfação em serem servidos e servir. Normalmente eles controlam as cenas e utilizam-se do bondadge e de dor leve. Eles usualmente usam um acessório de spanking para causar dor mas não vão o suficiente para provocar endorfinas no submisso. Se houver dor na cena ela, indiretamente, pode derivar do prazer de estar em controle e provocar dor, não devido aos sentimentos que o submisso possa ter. Essa pessoa controla o submisso, mas não a cena. A cena usualmente terminará no mesmo nível de intensidade no qual ela começou.
O Dominador mas Mestres de curta duração sem compromisso
Essa pessoa domina a relação mas pode ter um acordo sobre os limites. Eles querem ser servidos pelo submisso. Eles desfrutam essa condição tanto em serviços eróticos e não eróticos , através dos cuidados do submisso com seus desejos e necessidades, conforme os limites acordados. Essa pessoa apenas desempenhará o papel de Dominador de sua maneira. Muitas vezes eles desempenharão um papel por algum dias em determinado período (Mestre de fim de semana), mas eles mantém sua liberdade de desistir a qualquer momento.
Esse tempo é usualmente combinado previamente ou limitado devido ao tempo que restrinja a permanência deles juntos. Você encontrará esse tipo de pessoas de imediato e em relações de longo prazo com seu "submisso/escravo". Normalmente têm uma boa razão pelas quais não podem engajar-se em um relacionamento de tempo integral e eles controlam quando desejam ser Dominantes. Esse tipo de pessoa usualmente dará tarefas ao submisso/escravo, mas raramente questionará se as mesmas não forem completadas e não dará retorno quando isso acontecer.
O Mestre real em tempo parcial:
Eles terão um relacionamento como Mestre/escravo e pensam no escravo como sua proprieadade em todos os momentos. Eles desejarão que o escravo cresça e distinguem as necessidades e vontades dos escravos. O Mestre usualmente regulam a vida do submisso e para que isso aconteça, eles darão tarefas, falam oque vestirão e como agirão. Esses tipos de pessoas usam as cenas para ajudar o escravo a crescer. Eles sabem como controlar a experiência da dor de forma que não avançarão rápído demais antes que as endorfinas sejam secretadas no escravo. Eles constantemente verificam as mudanças no corpo do escravo durante as cenas e levará o escravo em direção ao sub espaço. O Mestre controlará o tempo depois das cenas para cuidar das necessidades do escravo.
O Mestre vivendo em tempo integral
Essa pessoa vêem-se como aquele que está no controle da relação e pensa no bem estar do escravo. Os limites no relacionamento são considerados oportuniddes de crescimento e seu escravo tem "tarefas" para realizar dentro do relacionamento. Eles consideram o escravo como uma possessão privilegiada e dedicam tempo à "polir" o escravo através de treinaemnto. O dia a dia é muito similar a de um marido "baunilha" (sem considerar seu gênero), com exceção do seu papel que é de manter o relacionamento e o bem estar do escravo, devido à troca total de poder onde eles aceitam o poder sobre a vida do escravo (físico, emocional e mental), esse tipo de arranjo demanda muito mais cuidado do que o casamento tradiconal. Normalmente são assinados contratos especificando quais serão os papéis do escravo e qual período ele cobre. Esse contrato é normalmente baseado nas regra do D/s, a concordância aos termos e estabelecerá áreas de crescimento. O contrato apenas poderá ser quebrado pelo Dominante e poderá ser renovado quando o tempo combinado expirar.
(Autor desconhecido)
Uma sala à meia-luz. Aparelhos estranhos, correntes, cordas, velas vermelhas. Gritos abafados provocados pelo contato da cera quente com a pele. Chicotes, roupas de couro, pessoas amordaçadas e nuas. A luz fraca pisca quando a corrente elétrica passa pelo corpo de um escravo. Alguns estão de quatro, comendo em tigelas e usando coleiras. Outros são ofendidos, humilhados e pisoteados por mulheres de saltos finíssimos.
A imagem é chocante. Estranha.
Terminados os “jogos”, a rainha – a senhora dos escravos – sai da sala. Todos a seguem. Além dos escravos e submissos, estão também outros mestres dominadores.
Depois de alguns minutos, todos se encontram no hall. Camiseta, calça jeans, tailleur, escarpim – tudo absolutamente trivial. Despedem-se e cada um pega seu carro, vai pra casa encontrar a família, talvez tomar um chope com amigos do escritório. A play party está oficialmente encerrada. Eles somem no meio da multidão.
O que é sadomasoquismo?
O termo “sadomasoquista” nasceu da junção dos nomes de dois autores: Marquês de Sade (França, 1740-1814), cujo principal livro é Os Cento e Vinte Dias de Sodoma, e Lepold von Sacher-Masoch (Lemberg, parte da atual Rússia, 1836-1895), que escreveu Vênus das Peles. Enquanto o primeiro descrevia brilhantemente os fetiches dominadores, o segundo pregava o amor submisso, sofredor e passivo.
Mas as práticas sádicas e masoquistas têm muito mais de 200 anos. Na verdade, sempre fizeram parte da natureza humana. Na Grécia antiga, escravos eram comercializados só para satisfazer os desejos sexuais de seus donos. Roma seguiu na mesma onda, principalmente sob o reino de imperadores sádicos como Calígula e Nero.
Mas peraí: isso é normal?
Bom, sabe-se que no reino animal o homem é o único ser que provoca ou sente dor por prazer. Só que a psicologia não vê isso com bons olhos… Inês Cavalieri, psicóloga do IbraSexo (Instituto Brasileiro para Saúde Sexual) e pós-graduada em sexologia, explica que existem duas opiniões bem divergentes sobre a prática: a da psiquiatria e a da sexologia.
De acordo com a psiquiatria, sadomasoquismo (assim como homossexualismo, podolatria e qualquer coisa que não seja a penetração vaginal, na relação heterossexual) é considerado desvio sexual e merece tratamento.
“Mas o que é normal? Quem definiu a normalidade? A Psiquiatria é arcaica, parou no tempo”, diz Inês.
Já a sexologia tem opinião totalmente diferente: tudo o que é consensual é normal. Você gosta de apanhar e o outro de bater? Vá fundo. Se alguém tem a fantasia mais doida da face da Terra e encontra quem também a tenha, divirta-se! A sexologia apóia a busca do prazer pessoal, independentemente da opção sexual.
Não existe verdade absoluta: há quem prefira jogar no time de Freud e quem aceite o prazer alheio sem tantos julgamentos morais. Em qual você se encaixa?
Realidade SM
Que delícia de espancamento!
A realidade SM é bem diferente das fantasias adolescentes que criamos com mulheres lindas, vestidas de couro, chicoteando homens de bunda branca.
Ninguém está lá para ser espancado até a morte e não optou pelo SM porque enfiou o dedo na tomada quando era criança e adorou a sensação (pode até ser que isso tenha acontecido, mas não é obrigatório). O sádico não é alguém que odeia a humanidade. Ele se preocupa com o prazer do submisso e vice-versa. Esse é o tesão da coisa. A prática envolve prazer, dor, humilhação. O sadismo está intimamente ligado ao masoquismo. Aliás, são inseparáveis.
Segundo os adeptos, a premissa do BDSM (sigla inglesa que significa Bondage, Domination, Submission and Masochism – amarração, dominação, submissão e masoquismo) é: são, seguro e consensual.
São: antes de fazer, é necessário saber do que se trata e como funciona. Sem informação, não dá para optar por nada.
Seguro: as práticas são realizadas depois de muita conversa e, se necessário, exame físico. Senão um epiléptico pode cair duro no chão durante uma sessão de choques, por exemplo.
Consensual: tudo o que acontece é de comum acordo. Caso contrário, é agressão e deve ser denunciado à polícia.
O que Acontece
A verdade por trás do couro
O SM está mais para jogo sexual do que para espancamento. Alguns o chamam de “psicodrama erótico”. O que acontece é o seguinte:
Como entrar no mundo SM
E então você decide que quer dar umas palmadas na bunda de alguém sem medo de ser feliz. E aí? Não dá pra sair na rua perguntando: “Ei! Você gosta de apanhar? Usar prendedor de mamilos, então, nem pensar?” A sociedade é mal informada sobre SM e as pessoas acharão que você está precisando de uma camisa-de-força. Não force a barra. Com a Internet, ficou fácil obter informações sobre o assunto, conversar com praticantes e marcar encontros. Porém, para isso, é bom ter alguns cuidados:
Como é?
Tudo está muito lindo, mas o que te interessa mesmo é saber quem enfia o que e onde. Como foi dito antes, existem graduações, mas não significa que haja “evolução”. Se você quiser fazer a vida inteira a mesma coisa, faça. Aqui vai um pequeno menu de opções:
Contrato de escravidão: faça já o seu!
Se você quer umas cadelinhas (ou, sei lá, arrumar um mestre), a Internet pode ser útil: no site do “Carcereiro”, já existem modelos de contrato de escravidão prontinhos! Eles não têm nenhuma validade legal, mas na comunidade BDSM são bem respeitados. É só preencher com seus dados e pronto! Aqui vai um esboço:
Eu,____________________, declaro-me neste documento voluntariamente escrava e submissa ao meu dono e senhor FULANO DE TAL, aceitando todas as regras aqui estabelecidas:
1 Confiarei no meu dono e farei todas as suas vontades.
2 Terei orgulho de ser escrava do meu dono, honrando seu nome e autoridade.
3 Jamais desobedecerei às ordens de meu dono e estarei à sua disposição 24 horas por dia.
4 Jamais gozarei sem a permissão de meu dono e só me masturbarei quando ele permitir ou ordenar.
5 Aceitarei amarramentos, algemas, vendas, palmadas, agradecendo sempre pelo privilégio de servi-lo.
6 Permanecerei cuidadosamente depilada da maneira que meu dono mais gostar.
7 Jamais implorarei para me soltar ou parar de me bater, a não ser que seja essa a vontade de meu dono.
8 Nunca discordarei de meu dono.
9 Dirigir-me-ei a ele sempre como Meu dono e senhor.
10 Sempre tomarei de bom grado o esperma que me for destinado, não derramando uma só gota.
Gostou e quer mais informações? Confira o Site do Carcereiro
A escrava que não é Isaura: Ela nasceu pra servir
Lígia é publicitária em São Paulo. Também se formou em Fisioterapia. Trabalha, ganha seu próprio dinheiro, não sai vestida de preto nem pede pra apanhar na fila da padaria. Ao contrário do que muitos pensam, os SMs não vivem em salas escuras se batendo o dia inteiro – também têm profissão, família, vão ao supermercado e fazem feira.
Você é escrava?
Sou submissa. Na minha opinião, escrava é aquela que se submete apenas fisicamente a um senhor. Já a submissa se submete física e psicologicamente.
Quando você sacou que curtia BDSM?
Há nove anos. O início foi ocasional, com um namorado: um tapa no rosto e uma “humilhação” verbal acenderam o desejo. Praticamos quase dois anos sem saber que o que fazíamos tinha nome. Atualmente estou com outro mestre, oito anos mais novo que eu.
Quais práticas você curte?
Bondage com cordas, correntes; vela e gelo; curto spanking, adoro apanhar com mão, chicote, chibata, cinto, palmatória; adoro vendas, gags e restritores de movimentos e dogwoman: andar de quatro, comer em terrina, dormir no chão, andar de coleira como um cachorro. E tortura nos mamilos e genitais.
Você já foi vendida?
Não. Mas, se meu mestre quisesse me emprestar a alguém de confiança, eu aceitaria.
Existem leilões de escravos ou isso é lenda?
Existem. Pessoas são vendidas, compradas ou emprestadas, de acordo com seus fetiches.
O mestre é sádico e você gosta de apanhar. Caso ele não te bata, isso é sadismo?
O SM não é seco assim. Por exemplo: curto apanhar e meu mestre é mais dominador que sádico – ele me proporciona a dor como uma forma de me ver bem, feliz, ou como prêmio.
Os escravos podem reclamar com os mestres caso estes não cumpram direito seu papel?
Se uma das partes está aquém do que se espera, independentemente de ser dominador ou submisso, a conversa é o ponto de equilíbrio. Sem um feedback, nenhum dos dois vai saber como as coisas andam. Dois pontos unem muito os casais BDSM: confiança e cumplicidade. E, se existe confiança, há total liberdade para conversar sobre assuntos ligados ou não à relação.
Se quiser conversar com a Lígia, o e-mail dela é bixinhu@uol.com.br.
O mestre mandou:
Entrevistamos um senhor de escravos pra ver se é bom.
“Carcereiro” é um engenheiro carioca de 54 anos. Depois que sai do escritório, ninguém sabe o que ele gosta de fazer. “Carcereiro” é mestre SM há muitos anos e nos explica o que, exatamente, isso significa.
O que torna alguém mestre SM?
É a mesma coisa que torna pessoas submissas cadelas ou escravas: a vontade, até meio inexplicável, de viver uma fantasia. Apenas em pólos opostos. Da mesma maneira que eu gosto de bater, há quem goste de apanhar. E ficamos todos felizes.
Existe diferença entre escravo e submisso?
Toda escrava é submissa, mas nem toda submissa é escrava. A escrava é totalmente passiva e não-participativa. Já à submissa é permitido (ou desejado) participação, não só na elaboração de fantasias quanto na existência de rebeldia aos comandos, para que haja a necessidade do castigo, do qual ambos tiram muito prazer. Há ainda a cadela, uma submissa que usa uma coleira e, eventualmente, lambe os pés do dono. No extremo, também pode comer em vasilha usando apenas a língua.
O dono pode vender, emprestar ou alugar seus escravos?
Sim. Submissas, cadelas ou escravas podem ser submetidas a qualquer dessas fantasias, desde que haja acordo prévio.
Só se pode ter um escravo por vez?
Não. Pode-se ter quantos quiser.
Perguntas mais freqüentes sobre BDSM