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domingo, 27 de dezembro de 2009

Ética entre dominadores virou goiabada cascão (Senhor Verdugo)

Muito se fala sobre o aprendizado de técnicas e teorização de práticas, mas algo que deve ser a primeira lição no BDSM é o conceito ético.

Vejo como ética no BDSM o respeito à propriedade alheia. O entendimento do simbolismo da coleira e seu significado é algo que deve ser respeitado de forma incondicional, em qualquer situação.

A compreensão desse respeito é o principio fundamental para se viver o BDSM de forma coletiva. É necessário ter em mente que nesse universo não é cabível qualquer tipo de preconceito. O fato de não gostar ou aprovar determinadas práticas, não legitima nenhum direito a alguém contestar ou interferir na relação alheia se as partes envolvidas estão plenamente satisfeitas com o formato em que vivem suas fantasias.

Infelizmente a falta de ética é como “Goiabada Cascão”, cada dia mais rara de encontrar. Lamentavelmente, uma parcela dessa safra de novos pseudo-dominadores preocupa-se demais com detalhes que não lhes dizem respeito, criticam preferências de outrem quando o mais próximo que chegaram do assunto foi através do “ouvi falar” ou “vi na net”. Sequer vivenciaram aquilo que elegeram como certo ou errado.


Alicerçam seus pontos de vista em teorias inconsistentes e resolvem brincar de “arbitrar” o certo ou errado; pensam que tem o direito à falta de educação para desqualificar aquilo que lhes foge à compreensão, às vezes por leviandade, outras por ignorância.

Precisam do apoio público para sentirem-se fortalecidos, situação muito peculiar em salas de bate papo onde se esforçam para tentar criar constrangimentos às peças alheias apontando supostos abusos como forma de abrandar suas frustrações derivadas de suas limitações e inseguranças.

Crêem que esse comportamento inadequado, deselegante e hostil para com seus pares lhes trará algum tipo de notoriedade e reconhecimento público.

Entendo que aprender a ter um comportamento digno, agir como homem no sentido real da palavra, ter uma conduta digna de quem se propõe a educar e conduzir outrem é a primeira e mais importante lição a ser aprendida.

Essa atitude associada a um despreparo intelectual faz com que esses indivíduos ajam infantilmente, pensando estar no pátio do colégio fazendo “graça” para chamar a atenção das mocinhas deslumbradas.

Lamento ver esse comportamento numa comunidade onde um Dominador deveria ser visto como um modelo a ser seguido pela dignidade, honradez e caráter.

São adjetivos mínimos para se conquistar o respeito; qualidade obrigatória que antecede a aquisição de qualquer escrava.

Ironicamente modelos não se criam com facilidade. Determinadas pessoas tem traços psicológicos desagregadores e precisamos aprender a conviver em grupo com isso sem nos deixar contaminar.

Postura ética é a lição de casa que todos aqueles que se propõem viver nesse meio devem ter em mente.

O desrespeito a alguém de coleira não é apenas para a pessoa em questão, esse ato proposital, ou não proposital é uma afronta ao Proprietário da escrava.

Censuras, assédios, críticas ou observações indelicadas e principalmente em público, fere qualquer conceito ético numa comunidade BDSM.

A ética pressupõe a um Dominador legítimo levar suas possíveis diferenças com a escrava alheia diretamente ao Dono da mesma e, jamais, em tempo algum, usar desse artifício para joguinhos baratos de exibicionismo e vaidade, típico das personalidades fracas que tem necessidade de se fazer notar.

O que esses indivíduos não percebem é que essa linha de conduta nunca os tirará da condição marginal de aspirantes a Mestres, jamais serão reconhecidos como dignos e merecedores do título que se auto-intitulam e, por conseqüência, estarão sempre à sombra, atônitos e anônimos nesse cenário funesto.

(Publicado com autorização do autor. Link: http://www.senhorverdugo.com/opiniao/212-etica-entre-dominadores-virou-goiabada-cascao)

Mais presentes para vocês! / One more nasty gift for you all!

Pessoal do blog, esse ano Papai Noel veio com os presentes variados! Mais um vídeo , especialmente dedicado às Sras. que adoram FEMDOM , uma cena bem gostosa e sacana! Espero que curtam!

Hi blog people! We are are plenty of gifts. Now, one for the Mad´am that apreciatte a FEMDOM session, of course! So nasty and lovely! Hope You enjoy!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

ATÉ ANO QUE VEM PESSOAL!!!!/SEE YOU NEXT YEAR, FOLKS!






Senhores, Senhoras, bottoms e demais amigos...

Esse blog está entrando em um pequeno recesso de festas, voltando às atividades no próximo janeiro.
Quero agradecer a todos os que nos visitaram e fizeram seus comentários! Saibam que todos foram importantes para mim, especialmente pelo carinho que devotaram ao nosso blog.
Novamente deixo minhas saudações em meu nome e de minha menina asthroth de Janus.
Cuidem-se bem e até o ano que vem!


Mad´ams , Masters, bottoms and friends from everywhere in the world.

I´m leaving for a short period of vacations between Xmas and the New Year. For this reason I´ll not post ´till my return.
I want to say a warm thank you for everybody that came to visit this blog. It´s a pleasure to welcome you all and I hope to stay in touch in this new year.
The salutes from myself and my girl astharoth of Janus.
Enjoy and take care!
See ya...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Um interessante vídeo sobre a... bunda...

video



Achei interessante esse estudo. Nós do BDSM sabemos muito bem o porquê de gostar das bundas de nossos meninos e meninas....rs....
Espero que gostem!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Diferenças Entre Escrava e Submissa (Raven Shadowborn)

Muitos perguntam se escravas realmente existem. Na forma como a história e os dicionários definem, não, elas não existem na maioria dos países modernos. (Apesar de haver alguma controvérsia sobre círculos de escravidão existirem secretamente) A maioria das pessoas geralmente concorda que a posse legal de outro ser humano é imoral, e logo, ilegal. Em todo caso, no mundo BDSM, alguém perceberá que as pessoas envolvidas se denominam por vários nomes; um deles, é o termo “escravo(a)”.

Naturalmente, isso freqüentemente levanta a questão de quão diferente uma escrava é de uma submissa. Esta questão normalmente é encarada com franca hostilidade, descrença na existência de escravas, e a idéia de que as palavras escrava e submissa (como nomes) são termos permutáveis, equivalentes, no mundo BDSM. Muitos não concordarão com quaisquer destas idéias, e eu sou um deles. Gastei uma generosa soma de tempo conversando com escravas na melhor tentativa de entendê-las, suas opções, e fazer meus juízos se isso é uma escolha saudável ou não, dentro do estilo de vida BDSM.

À pergunta de se, escravas existem ou não no BDSM, eu respondo que sim. Podem não ser o grupo mais numeroso, mas têm algumas. Escravas diferem de submissas? Novamente, minha resposta é sim. Escravas diferem de submissas pela forma como pensam, agem, submetem-se e suas expectativas.

Uma escrava tende a pensar mais na linha “preto no branco”. Elas têm muito pouco espaço para manobras ou tons de cinza na sua escolha. Elas não parecem esperar muita flexibilidade do comportamento de seu Dominante também. Com isto eu quero dizer, se uma escrava está sentindo-se indisposta e logo não completa suas tarefas diárias, esperaria do Dominante o castigo de sempre . Uma submissa estaria mais inclinada a esperar indulgência do Dominante porque estava indisposta. Uma escrava pensa em termos de ser posse, não em termos de estar submetendo-se. Para elas, estar encoleirada em um relacionamento significa ser posse, e freqüentemente isso se traduz na afirmação de que elas não têm o “direito”, “escolha” ou “opção” de sair do relacionamento se ele andar mal.

Isso não significa que uma escrava vai aceitar um relacionamento abusivo, embora seus limites de tolerância para o que é abusivo e o que não é parece mais alto do que na submissa. Essa crença de ser posse origina-se de um forte compromisso tanto no lado emocional quanto mental para com seu Dominante. Existe um nível de aceitação ao comportamento do Dominante que pode ser mais intenso e abrangente do que muitas submissas consentiriam. Por exemplo, um Dominante quer trazer um terceiro para dentro do relacionamento. Uma submissa exigirá que alguns critérios sejam observados antes de permitir (sim, permitir), donde uma escrava diria “está acima do meu alcance, se é o que o Senhor quer, então que seja”, e resignadamente aceitar a mudança. Para alguns, esta forma de pensar é considerada errada ou instituída por meio de abuso, mas isso não é necessariamente verdade. Uma escrava floresce no fato absoluto, de que elas literalmente não têm controle sobre o relacionamento ou o que vai acontecer nele, donde uma submissa freqüentemente retém algum grau de controle sobre o relacionamento. Seu processo de pensamento foca somente no que faria o Senhor (a) mais contente e no como a escrava pode ser mais prazerosa a ele. Submissas tendem a pensar em si mesmas e seu proprio prazer em adição ao do seu Dominante. Escravas trabalham duro para porem-se em segundo lugar em todas as coisas, e seus Donos em primeiro. Para elas, isto é o que resulta de ser uma escrava e submeter-se completamente. Escravas se esforçam muito em conquistar uma paz interior com sua posição escolhida. Com essa paz, vem a aceitação de si mesmas, e um quieto senso de contentamento. Elas vêem orgulho, arrogância and outras emoções como negativas e indesejadas em uma escrava.

O comportamento de uma escrava é diferente do de uma submissa também. Se você ouvir escravas falarem sobre seus comportamentos (ou assisti-las), elas normalmente falam sobre aceitação quieta, em controlar-se o tempo todo, formalidades, e outras coisas. Parece haver mais foco no como uma escrava se comporta em qualquer dado momento, com menos margem para ser diferente. Em muitos relacionamentos de escravidão, a escrava é exigida a usar o título do Dono ao endereçar-se a ele em qualquer situação, and não conceberiam chamar seu Dono por qualquer outro nome. A maioria das escravas acha gritar, crises de mau humor, ou de nervos ou qualquer outra forma de comportamento descontrolado da parte da escrava repreensível e meritória de punição severa. Escravas poem bastante ênfase no seu comportamento e no como reagem ao seu Dominante. Seguram-se em um alto nível de autocontrole. Cobram de si mesmas terem um comportamento prazeroso o máximo possível. Não vêem margem para molecagem, qualquer forma de “topping from the bottom” (ditar cena) ou qualquer outra forma de manipular o Dominante. Geralmente vêem molecagem como manipulação, choramingos, persuasão ou fazer pedidos novamente depois da primeira negativa como comportamento manipulador que se endereçam aos desejos necessidades da escrava ao invés do Dominante e logo, impróprios. Elas olham com desdém para qualquer comportamento que é dirigido a forçar o Dominante a encontrar uma finalidade da própria escrava, em lugar de focar-se na necessidade do Dono. Uma escrava se esforça pela perfeição interior em completar todas as tarefas que o Mestre lhe dá, enquanto mantém uma parte da sua atenção em coisas que não foram solicitadas a fazer, mas acham que poderia agradar o Mestre se feitas. A uma escrava é requerido que seja bastante auto-suficiente e hábil pois freqüentemente tem uma carga forte de responsabilidades. Escravas normalmente sentem que uma escrava não precisa ser orientada nos mínimos detalhes porque isso é enfadonho para seu Dominante, a menos que ele aprecie a meticulosidade. Uma escrava vai se comportar com o maior respeito em uma situação formal, e com todo o respeito que qualquer situação exija. (Por exemplo, um momento calmo em casa que não requeira um protocolo rígido, como uma festa formal iria).

Nenhuma dessas ênfases no comportamento significa que uma não pode ou não faz piada, relaxa ou entra em brincadeiras. Muitas escravas de fato fazem estas coisas. Fazem, contudo, com grande atenção à reação do Dominante e tomam cuidado para não serem deselegantes ou excessivamente sarcásticas. A menos é claro que o Dominante não aprecie este comportamento, então é melhor que ela o restrinja (o comportamento). (N.T.: O que pode ser bastante difícil, e na minha opinião pouco saudável, para alguém que tem naturalmente um senso de humor brincalhão como parte de sua personalidade) Então por favor não entenda que este artigo diz que escravas não se divertem, não têm senso de humor ou algo assim porque seria inverídico. Escravas têm personalidade como todo mundo, e se divertem com ela como todo mundo. Escravas apenas tendem a ser bem mais preocupadas com a reação do Dominante a estas atividades do que algumas submissas são. Elas também não usam seu senso de humor para provocar o Dominante a agir com elas, a menos que o Dominante aprecie este tipo de elemento na cena. Basicamente elas talham seu comportamento naquilo que o Dominante prefere, e sente-se mais confortável.

As expectativas de uma escrava acerca de seu Dominante e do relacionamento são freqüentemente diferentes das de uma submissa. Uma escrava não espera satisfação de seus desejos para além de suas necessidades mais básicas. Quando o Dominante faz algo além disto para com elas, é visto como um presente, e não o preenchimento de uma necessidade. Escravas tendem a ver coisas que muitas submissas esperam em um relacionamento, como luxo e não necessidade. Isso não significa que uma escrava vai aceitar ser abusada ou tratada como inútil por longos períodos de tempo, apenas significa que elas não esperam todos os mimos que outros esperam de seus relacionamentos. (como ganhar carinho sob solicitação, falar quando tiver vontade, dormir numa cama, etc). Escravas sabem que seu relacionamento é difícil às vezes e que sua submissão não é fácil o tempo todo. Elas esperam serem solicitadas ou ordenadas a fazerem coisas que não vão necessariamente serem prazerosas para si porque seu foco não está na própria satisfação, mas na do seu Dominante. Esperam ser tratadas como escravas e não mimadas ou bajuladas. Elas esperam ser forçadas em seus limites e ter estes limites expandidos. Esperam preencher as expectativas de seus Dominantes e não verem seus Donos aceitarem qualquer manipulação ou desobediência. Elas esperam serem usadas na totalidade de seu talento ou mesmo serem treinadas para aumentar suas capacidades para preencher a necessidade do Dominante. Não esperam ser consultadas para cada decisão, ter sua opinião requisitada o tempo inteiro, ou algo parecido. Isso não significa que elas esperam ser ignoradas ou tratadas como se elas não importassem, elas apenas não esperam isso como uma parte corrente do relacionamento, apesar de muitas darem suas opiniões, sentimentos, isso é requisitado por seus Dominantes e eles irão freqüentemente leva-las em conta quando tomarem decisões.

Uma escrava submete-se diferentemente de uma submissa também. Escravas não impõem limites à atividade dos Dominantes. Uma submissa vai freqüentemente ter limites mais rigidos que o Dominante não consegue ultrapassar, e limites mais brandos que podem ser suprimidos com prévia negociação. Uma escrava não tem qualquer dos dois. Elas não vão dizer que o Dominante não pode engajar certo tipo de jogo ou usar um específico acessório. Elas podem dizer ao Dominante que não gostam desta ou aquela prática ou acessório no começo do relacionamento (preferencialmente antes do encoleiramento) mas não vão rejeitar o Dominante por fazer/usar tais coisas. Elas contam com a idéia de de serem solicitadas a fazer coisas que não gostariam particularmente e consideram isso como parte do submeter-se, uma vez que seu conceito de submissão coloca a satisfação do Dominante em primeiro lugar, antes mesmo da própria. Muitas escravas dirão que por causa destes imperativos, uma escrava vai escolher um Dominante com quem tem mais afinidade, logo não vai lhe solicitar coisas que ela se nega terminantemente a fazer. Mas mesmo assim, a escrava espera que estes limites mudem com o tempo e aceitam que isto aconteça. Uma escrava não acredita que possa simplesmente deixar o relacionamento. Algumas acreditam que depois de encoleiradas é para a vida, e não vão pedir soltura mesmo que sintam sua vida em perigo, ou sintam-se mentalmente/ fisicamente machucadas (nota do tradutor: isso é deveras improvável). Todavia, muitos relacionamentos têm diretrizes cabíveis para caso de soltura caso a escrava realmente deseje romper. Algumas escravas afirmam que uma escrava não pode ser abusada uma vez que o Dominante não tem limites na sua condução, e se o Dominante opta por agir de forma abusiva então seja feita sua vontade. Isso não parece ser o senso comum entre as escravas, porém também ocorre.

Muitas dessas diferenças se sobrepõem, e são aplicáveis a submissas também. Todavia, em sua totalidade elas existem para a maioria das escravas que tive contato. A escrava não é melhor que a submissa em minha opinião, meramente diferente. Algumas destas características podem existir em uma submissa, ou mesmo todas elas. Estas diferenças básicas parecem existir no tocante aos limites da submissão. Uma escrava não os tem, uma submissa sim. A palavra que cada uma vai escolher para definir a si mesma segue uma questão de escolha pessoal, e minha intenção nesse artigo não é diferente. Em lugar disso, meu intento é de ajudar outros a entenderem a escrava um pouco melhor, e não as ver como desmioladas ou capachos, porque estas duas palavras não descrevem a maioria das escravas por opção de vida. Seja ou não a escravidão uma opção de vida saudável, é uma questão de escolha pessoal. Acredito que isso pode ser uma escolha muito saudável, ao passo que outros discordariam. Como em qualquer relacionamento onde a divisão de poder esteja colocada na ascendência de uma pessoa sobre outra, abusos podem acontecer. Contudo, eu não tenho base para afirmar que estes abusos ocorram mais com escravas do que com submissas, ou no BDSM de modo geral.

Traduzido Por John Coltrane.

Opinião pessoal do tradutor:

Pessoalmente considerei a questão dos limites mais frouxos, como ainda uma escolha segura. É natural que o relacionamento de escravidão como se afigura no texto, é precedido de uma negociação como qualquer outro e todas as demais recomendações de segurança nos primeiros contatos podem perfeitamente conviver em harmonia. Vale lembrar que um verdadeiro abusador não avisa antes que não se compromete em respeitar limites: muito antes ele preferiria passar a idéia de ser cuidadoso, para depois cometer o abuso.

Se você não se identificou em nada com a descrição de escrava, é simples: você não é uma. É uma submissa, ou bondagista, ou apenas masoquista ou até mesmo apenas uma fetichista. Nada de errado nisso. A preocupação em se diferenciar uma coisa de outra se dá apenas como complemento aos conhecimentos do leitor e não se faz referência obrigatória.

A não negociação prévia no tocante ao rompimento de limites, como indicado no texto, é compensada por um busca mais exigente no tocante à afinidade entre as partes, pela escrava, conforme exposto. Pela escolha de vida, se torna ainda mais presumível que tanto a escrava irá optar pelo Dominante com a melhor índole possível (idoneidade), e analogicamente, um Top que aprecie tal relacionamento há de ter uma preocupação ainda maior para com a lisura em sua condução: uma peça com tais características lhe seria demasiado cara para perder por desleixo ou má vontade.

Atenciosamente,

John Coltrane.

(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html – Site do Carcereiro)

astharoth de Janus

A vida ensina: isso não é novidade para ninguém e sentimos na nossa própria carne as dores e os prazeres que existem na experiência simples ou complexa que nos acompanha desde a primeira respiração nesse mundo.
Independentemente se o que nos faz lembrar são boas ou más coisas, o fato é que há sempre que se esperar e deixar de ansiar para verdadeiramente confiar que as coisas serão do jeito que pretendermos e quisermos que seja.
Não sei se acredito em Destino, muitas vezes tudo parece conometrado para acontecer em algum momento e não em outro. Da mesma forma, desacredito no dito cujo como um decreto irrevogável e determinado que tal coisa irá acontecer.
Prefiro pensar na vida como um grande banquete onde passam os pratos e somos convidados a prová-los ou não e somos o fruto desses sabores, agradáveis e desagradáveis que vão moldando nosso "paladar" pela vida.
Assim foi com a mulher que hoje se chama astharoth de Janus que me apareceu de repente, sem ser anunciada, entrando na minha vida de forma sorrateira, silenciosa , até tomar para si (porque não?) uma parte dela por oferecer-me a sua intenção em viver algo grande e importante para mim que é minha vida como um todo, BDSM incluído no pacote, cada um em sua posição mediante as imensas possibilidades que desbravaremos daqui para a frente.
Não quero alongar-me demais e traçar altos perfis cheio de adulações que nem sempre são reais até porque temos clareza, absoluta, de que somos aprendizes mais do que de BDSM mas da vida em si.
No meu papel, rogo ao Eterno para que seja digno de poder chamá-la de minha e a respeite como submissa mas principalmente como mulher, uma mulher inteligente, íntegra, amiga, companheira, compartilha de minhas fantasias e eu dela sem que não haja nada derivado apenas de um rótulo mas da intenção de viver e provar os melhores "pratos" da vida.
Minha doce e querida astharoth: espero que seu Dono seja digno dos seus esforços para bem servir e que seja mais que apenas Dono, um homem que a ama muito e a deseja e a quer, sempre. Beijos...

Foi esse contrato que asinamos e econtra-se publicado no site do Carcereiro:

Eu , astharoth, propriedade de Janus, assino o seguinte contrato juntamente com meu Dono para que fique estabelecido publicamente o seguinte:

Serei devotada de alma e coração ao meu Senhor, Janus, fazendo tudo para a sua felicidade, meio pelo qual chegarei à minha.
Sempre me dirigirei ao meu Dono com os termos Senhor e Dono, tratando os demais Dominadores e Dominadoras com o mesmo respeito que O trato assim como as minhas colegas de submissão.
Usarei sempre a coleira de passeio em todos os momentos e apenas deixarei de usá-la com Seu consentimento.
Terei o direito , concedido por meu Senhor em ter minha vida familiar e profissional resguardada, sabendo sempre que estou obrigada às atitudes condizentes com a condição de submissa.
Nenhum contato será proibido com pessoas do meio ou não, mas caberá ao meu Senhor indicar aqueles que possam me oferecer risco de qualquer ordem, indicação que acatarei incondicionalmente.
Comunicarei ao meu Dono e Senhor, quaisquer problemas de saúde que possam, de alguma forma, afetar a minha capacidade de servir ou que possam denotar alguma alteração de minha saúde.
Ter claro que essa relação que ora se inicia é baseado e sempre será, nos princípios da honestidade, clareza, respeito e lealdade, condições sem as quais ela perderá o sentido e deixará de existir.
O meu Dono e Senhor, dentro de sua condição, é à quem confiarei meu corpo e minha alma, consciente de que devotará irrestrito respeito e cuidado a ambos, sendo que merecerá sempre minha confiança e respeito.
Terei o direito à devolução de minha coleira quando não sentir-me capaz de cumprir o que meu Dono e Senhor me solicita, sendo que até a efetiva aceitação, manter-me-ei obrigada ao disposto nesse contrato.
Todas as demais disposições que eventualmente não estejam contem pladas pelo presente contrato, serão definidos pelo meu Dono e Senhor, podendo,por Sua decisão, ovir ou não essa que assina o presente.

Por estarem contratados, assinam o presente estabelecendo, publicamente a relação que passa a vigorar nesse momento.


Janus
astharoth de Janus

No entanto, o contrato mais importante está firmado no coração e na mente.

Janus

A escolha de um nome dentro e fora do BDSM não é um fato fortuito como muitos podem crer. No meu caso, particularmente, a escolha de Janus obedeceu uma certa lógica de dualidade e de recomeço, enfim, uma retomada de trajetória. Lendo um livro sobre Mitologia grega e romana, encontrei uma importante explicação sobre esse deus romano, essencialmente romano e compartilho com vocês.

"Jano é uma divindade romana cuja origem os mitólogos não estão de acordo. Uns dizem-no originário de Cítia; outros, do país dos perrebos, povo da Tessália; outros, enfim, fazem dele um filho de Apolo e Creusa, filha de Erecteu, rei de Atenas. Ao se tornar adulto e tendo armado uma frota, Jano abordou na Itália, onde fez conquistas e construiu uma cidade a que deu seu nome, Janículo. Todas essas origens são obscuras e confusas. Mas a lenda o faz reinar, desde as primeiras eras, no Lácio. Expulso do céu, Saturno refugiou-se nesse país e foi recebido por Jano, que inclusive o associou à realeza. Em reconhecimento, o deus destronado dotou-o de uma rara prudência que tornava o passado e o futuro sempre presente aos seus olhos, o que foi expresso representando-o com dois rostos voltados em sentidos contrários.
O reinado de Jano foi pacífico, e por esse motivo foi considerado o deus da paz. O rei Numa construiu para ele em Roma um templo que permanecia aberto em tempo de guerra e era fechado em tempos de paz. Esse templo foi fechado uma vez sob reinado de Numa; a segunda vez, depois da segunda guerra púnica, e três vezes, em diversos intervalos, sob o reinado de Augusto.
Ovídio diz que Jano tem uma dupla face porque exerce seu poder sobre o céu e sobre o mar, assim como sobre a terra; é tão antigo quanto o mundo; tudo se abre ou se fecha à sua vontade. Só ele governa a vasta extensão do universo. Preside as portas do céu e guarda-as junto com as Horas. Observa ao mesmo tempo o oriente e o ocidente.
É representado tendo numa mão uma chave e, na outra, uma vara, para assinalar que é o guardião das portas (januae) e que preside os caminhos. Suas estátuas muitas vezes marcam com a mão direita o número trezentos e, com a esquerda, o número sessenta e cinco, para exprimir a medida do ano. Era o primeiro a ser invocado quando se fazia um sacrifício a qualquer deus.
Havia em Roma vários templos de Jano, uns de Jano Bifronte, outros de Jano Quadrifonte. Além da porta de Janículo, haviam sido erguidos, fora dos muros de Roma,doze altares a Jano, relativos aos doze meses doa no.
No reverso das suas medalhas, via-se um navio ou simplesmente uma proa, em memória à chegada de Saturno na Itália a bordo de uma nau.
O mês de janeiro (januarius), a quem o rei Numa deu seu nome, lhe era consagrado".

Comelin, P. Mitologia grega e romana: tradução de Eduardo Brandão - 2a. edição - São Paulo: Martins Fontes, 1997