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segunda-feira, 27 de julho de 2009

A educação dos sentidos - Parte 2 - The education of the senses - Part 2 (Janus SW)

Abstract

aleph was driven to the "House" the mansion that his Mistress has prepared to his instruction. Just as the arrive, as She parked the car in the garage, aleph was ordered to unload the cases, aleph don´t payed attention to the fact that do everything he was supposed to do blindfoded demmanded exploration of the position of each case, in order to don´t let them fall.
This is not what happened and the cases almost were thrown in the floor. First lesson of his Mistress: when you can´t count on your senses, you neeed to explore everything as was the very first time.
He was ordered to stay in the first room of the house and undress himself.

A "Casa" era, na verdade, uma habitação antiga de pé direito alto e um número considerável de quartos e outras instalações. Fora mobiliado por Ela de maneira a fornecer conforto quando necessário e um lugar onde sua peça pudesse ser testada convenientemente.
A "Masmorra" localizava-se em um lugar onde, por um capricho construtivo, as paredes eram mais espessas do que no restante da casa. Quando visitou o local, esse detalhe não escapou ao olhar atento da Senhora, ao contrário, logo planejou tudo para espanto dos pedreiros que não entenderam o porquê de se instalar um gancho em um lugar tão alto como aquele. Estranharam mais não questionaram já que estavam acostumados com o olhar tão rigoroso e atento que era capaz de localizar pequenos defeitos em quaisquer das coisas que faziam e demandava pronto reparo.
Era naquele lugar que aleph passaria durante o tempo de treinamento. Todo o aparato necessário fora trazido com antecedência e rigorosamente disposto na ordem necessária para prover pleno acesso no menor tempo possível.
O carro foi estacionado em uma garagem especialmente construída para não alterar as características básicas do imóvel mas também de forma a prover uma adequada privacidade a ambos.
Abriu a porta do passageiro e mandou com que aleph decesse da mesma forma que estivera durante toda a viagem, com os tampões e os óculos escuros. Não o ajudou a descer e ordenou que trouxesse todos as malas e demais apetrechos para dentro.
Isso demandava duas coisas: primeiro, mais de uma viagem entre o carro e o primeiro cômodo e também um conhecimento do local a percorrer que esperava que aleph houvesse adquirido das vezes que vieram verificar o andamento das obras de adaptação.
No entanto, isso seria esperado se também fosse esperado as provas pelas quais passaria. Inconsciente de seu futuro, aleph não tivera o cuidado de perceber cada detalhe, a escada que se projetava de onde estava construída a caragem até o imóvel propriamente dito, quantos degraus tinha e outros detalhes que teriam lhe facilitado as tarefas.
A primeira coisa que não notara, especificamente no momento, era onde localizava-se a porta do passageiro que fora batida com a clara intenção de lhe fornecer uma pista de onde se dirigir para tomar as bagagens.
Simulando entrar na casa, observava o tatear de aleph em busca do porta-malas. Perceberia que as chaves estavam na fechadura ou esperaria encontrar a porta aberta? Logo percebeu que sua peça compreendera que pouco facilitaria a vida dele e foi à busca da chave que estava pendurada no local devido.
Cuidadosamente abriu a porta e retirou, por mais tolo que possa eventualmente parecer, um sorriso do rosto da Senhora. Agora o segundo desafio: arrumara as malas de uma forma que se não fosse corretamente explorado o arranjo, uma tentativa de retirada seria um verdadeiro desastre, fazendo que parte das malas ao menos balançasse em direção à aleph.
- Rápido, aleph! Quer que sua Senhora espere o dia todo?
- Não , Senhora. Já estou indo!
Chave para o desastre: na ânsia de atender a reclamação e aplacar a ira da Senhora, puxa a primeira mala ao alcance fazendo com que o equilíbrio precário se desfizesse e as malas caíssem em direção a aleph que precariamente as aparou.
- aleph! Não consegue fazer nem uma tarefa simples dessa? Como acha que pode servir-me seu inútil???Trate logo de trazer as malas sem deixar cair. Se derrubar um dos meus perfumes você verá o que é apanhar da Dona!
- Desculpe, Senhora, não.... - a frase foi interrompida com um sonoro tapa no rosto.
- Cale-se! Não peça desculpas! Ao invés disso, evite erros. Não tenho escravos para ser mal servida. Você não vê, como pode tentar tirar coisas sem explorar o que está tirando. Vamos! Leve tudo para cima!
Dessa vez, com mais cuidado, retirou valise por valise, mala por mala até que tudo tivesse sido feito. Colocadas as malas no vestíbulo, não lhe foi permitido ir além. De cabeça baixa, conforme convém à um submisso, aleph ouviu a doutrinação de sua Senhora.
- Usar os sentidos em plenitude significa nunca se acostumar com as coisas como elas podem ser ou foram mas sempre encarar cada momento como novo. No que se está acostumado, assegure-se que nada tenha mudado e no novo, explore por mais que haja pouco tempo para isso.
- Sim, Senhora. Obrigado pela lição, minha Dona.
- É apenas a primeira, aleph. Agora dispa-se.
(Fim da 2a. parte)

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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

domingo, 26 de julho de 2009

A educação dos sentidos - Primeira Parte - Janus SW

The English abstract can be found in the end of the text in Portuguese.

A casa: mencionada assim, sem qualquer pretensão, pode parecer um local comum, uma residência como qualquer outra e seria se não lhe atribuíssem valor diverso. Erauma casa afastada, em um bairro que parecia saído de um cartão postal qualquer.
Ali seria levado para a sua "educação" como costumava ser chamado o processo que sua Dona desenvolvia desde que o encoleirara. Sensibilização? Quando insinuavam ser isso que fazia com sua peça, Ela ria abertamente, um olhar que denunciava um, porque não dizer, desprezo por aquela opinião sem sentido.
Olhos quase orientais emoldurados por uma pele clara, cabelos pretos que desciam em ondas até o meio das costas e invariavelmente saltos altos que castigavam as carnes da Sua propriedade. A primeira tarefa já fora cumprida ao longo de diversas semanas nas quais progressivamente quebrou o orgulho, os resquícios de arrogância e uma superioridade que ainda carregava da sua ilusão de poder.
Mais do que convencê-lo da supremacia de sua pessoa e de seu gênero, fez com que essa certeza lhe penetrasse o coração de forma indiscutível. Agora sim, o macho estéril liberar sua essência de servidor, daquele que faria de tudo não apenas para satisfazer os desejos mas tam bém para protegê-la,honrá-la ritualisticamente e também, sim, oferecer seu corpo para que nele se realizasse o prazer Dela, exclusivamente.
Para isso, indispensável era que soubesse sentir, não apenas o resultado das provas e das tarefas mas cada elemento que compunha a rica cena que construiam, sob o comando da Senhora mas com a participação indispensável dele.
Assim ela exercitava a plena convicção que se houvesse domínio e só ali ele tinha a condição de existência, isso ocorria porque submetera aquele que se prostrava ante si. Redundante dizer que sentia-se como uma Deusa em um altar porque assim era e assim já foi dito mas reafirmar essa verdade era quase que um gesto de esclarecimento.
No entanto, convém perguntar: o que deliciava aquela Deusa que fazia do que se chama profano, uma verdadeira religião? O que podem pensar é um lugar comum que Ela sabia e praticava mas algo mais a seduzia de forma indiscutível, o sentimento de que além de Deusa, poderia ser o único instrumento pelo qual sua peça conheceria o mundo e o interpretaria.
aleph (assim chamava sua peça) era um homem inteligente e era por isso que o tomara para si. Não suportaria alguém que demonstrasse um falta completa de aptidão para pensar por si, para não precisar ser mandado em cem por cento das coisas mas que pudesse, à partir do conhecimento da Dona, saber o que fazer, como se portar, como dirigir-se aos outros, como fazer-se compreender em suas demandas eventuais, como honrar a sua Dona...
Tarefas simples? Talvez para os mais experientes e para as mais versadas peças mas esta, sim, aleph, demandaria a educação dos sentidos para autonomizá-lo no serviço. Contraditório? Autonomia na submissão? Não! - respondia a Dona - Melhor serve quem sabe como servir e bem servir .
Aqueles 7 dias em um mês de verão não pertenceriam á ele, aliás, nenhum dia mais pertenceria. Todos eram dedicados e seriam de serviço à sua Senhora. Começava, pois, a despojar-se da velha "vestimenta" de sua vida para trajar outra, a da sua condição submissa.
Fora-lhe ordenado apresentar-se com o indispensável ao mundo para passar sete dias fora de sua habitação. Quantos não admiravam aquela figura de formas belas e atraentes que apresentava-se ao lado dele invejando , talvez, os momentos imaginados de luxúria e de posse que havia sempre dele sobre ela? Quantos desses, na verdade, imaginavam que a equação era a inversa e que Dominação Feminina não era apenas um texto perdido nos arquivos da internet mas era algo que acontecia cotidianamente na vida de ambos? Poucos poderiam sequer imaginar, poucos poderiam prever que essa era a forma superior de relacionamento à que se dedicavam.
Naquela manhã, apresentara-se rigorosamente na hora acordada e bom que assim fosse já que a Dona não admitia atrasos de qualquer ordem. No entanto, o que lhe esperava, não podia prever.
- Desça! - ordenou secamente quando chegou ao local onde ela o esperava.
Não vacilou e imediatamente desceu da posição de motorista e cumpriu imediatamente a ordem de passar ao banco do passageiro.
- Feche os olhos! - ordem seca que demandava imediato comprimento e assim foi. Aplicou-lhe dois tampões nos olhos de forma a não permitir que nenhuma luz lhes chegasse e vestiu-o de óculos escuros, como a um cego.
Pensara em vendar-lhe mas isso , nos dias atuais, poderia lhe causar problemas, tomado que fosse seu gesto por um ato de violência como um sequestro.
- Senhora, para onde vamos? - ousou dirigir-lhe a palavra.
Um tapa vindo do nada, ao menos para ele, marcou-lhe a face esquerda. Sabia que havia transgredido, sabia que não haveria perdão e sabia que isso não seria esquecido mas não percebera que a sua reeducação começara.
Os seus sentidos eram continuamente impressionados pelos barulhos da rua, pelo cheiro da fumaça dos carros, pelo perfume da Dona, por seu silêncio, pelo ruído do motor e assim foi por longos cinquenta minutos nos quais rodaram pelos caminhos que os ligavam até a "Casa".
Muitos minutos depois, quantos não sabia, chegaram:
- aleph, chegamos.
Chegaram onde? Não tardaria para que tivesse suas respostas.

(Continua)


Time has come to aleph to be educated to serve not only by orders but by the understanding of how his Mistress can be satisfeid. These tasks only can be achievied by a process called "Education of the senses".
Blindefolded, aleph is driven to the "House" his special school, a place to serve but , above all, the Temple where he must worship his Mistress driven to the path of a Godess.Now, they arrived. Where? The question just began to be answered.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Celebremos! Let's celebrate!!!


FELIZ 24/7
DIA INTERNACIONAL DO BDSM

Hoje é dia de celebrarmos o espírito que nos une enquanto praticantes mas sobretudo como pessoas que gostam e interessam-se pelo BDSM.
Gente como eu, como você e muitos ao redor do mundo!
O Mundo de Janus os saúdam, Tops, Bottoms, Switchers, enfim, todos os que compartilham o prazer da forma mais extarordinária possível.
Tudo do melhor!
Janus SW



HAPPY 7/24

INTERNATIONAL BDSM DAY

Today is a day to celebrate the essence of the lifestyle that keep us together as people that pratices the great art of the BDSM worldwide.
People like you and me all over the world!
The World of Janus salutes the Tops, bottoms, switchers and those about BDSM!
I wish you all the very best!
Janus SW

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A arte do dominar (Janus SW)

Não ofereçam soluções fáceis que pode-se atingir sem esforço. Não pensem que, de qualquer forma e em qualquer posição, é fácil atingir um coração e uma alma.
Sem querer arrogante e sem querer parecer complexo, a verdade é que uma alma e uma mente, por mais que deseconheçam jamais serão de uma simplicidade devassável com promessas fúteis que todos fazem ao vento.
Dominar uma alma é , sobretudo, entendê-la, perecebê-la , sentí-la. Para colocar-se no comando, há de se silenciar os próprios impulsos de domínio e perceber a alma que se quer dominar. Por menos que acreditemos, ela fala com clareza se silienciarmos.
De nada adianta falar mais alto porque a alma se faz e efetivamente ensurdece-se com os gritos e as palavras que não a seduzem. Apesar disso, ela espera com fervor que uma outra alma lhe tome nas mãos e assim, cuidando, torne-se indispensável.
Nesse momento, toda a palavra excessiva não é apenas indesejável mas é totalmente dispensável. Como minha bisavó de olhos azuis, domina-se pelo simples ato de expressar a vontade não dita, apenas comunicada com um simples gesto.
Se isso não for dominar, desconheço o que o faça. Saudações aos que silenciam a alma para ouvir o outro.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tipos de Dominação - Tradução: Janus SW


(Retirado/Extracted from the English text at: http://albanypowerexchange.com/Lifestyle/dom_types.htm , em inglês)

No modo de vida D/s você encontrará muitas definições para "Dominador" e "Mestre" , no mesmo número das pessoas que você encontrar. Quando um Dominador diz: "Quero ser seu Mestre", as palavras podem variar de significado de um para outro. Em alguns casos poderá significar , apenas, que eu quero apenas amarrá-la, chicoteá-la, fazer algumas cenas e ter sexo com você, quando eles dizem que querem ser seu Mestre.

Do outro lado do espectro há pessoas que querem tornar-se seu Mestre em tempo integral, seu protetor, professor. Eles apenas sentem-se satisfeitos quando podem eles tem seu coração e mente. Entre as duas definições você encontrará vários tons de cinza completando o significado de Dominador/Mestre. Novamente você deve examina-las e dar a elas o seu real siginificado. Uma vez que tiver certeza do que o Dominador espera e oferece à você, estará pronto a dar o "presente". Quando você fala em tornar-se Mestre de alguém diga o que isso significa, a sua concepção. Se você é um submisso e ouve que alguém quer tornar-se seu Mestre você deve ao seu relacionamento , saber o que isso significa.

Considerando que palavras têm significado este será a base para o crescimento mútuo de Dominadores e submissos. Quando você ler as definições abaixo, veja qual mais se adequa à você, se é um Dominador, ou mais próximo do que procura em um Mestre, caso você seja submissa. Se o seu relacionamento tem aspirações a crescer, você devem primeiro complementar-se e ajustarem-se nos níveis mais básicos do D/s. Você poderá concluir que o seu ajustamento encontra-se em uma definição intermediária entre as que apresentamos. Depende de você comunicar quais são as diferenças. Lembre-se que a inexperiência de um dominator leva-o a fantasiar sobre as habilidades em um grau que não encontra respaldo na vida real. Se você nã é o par perfeito, você deve discutir se vocês querem progredir juntos para um nível de Dominação/submissão que atenda a todos.

Ao lê-las, lembre-se que não há respostas certas ou erradas. Elas são oferecidas para ajudá-lo a examinar o que voc~e quer das relações D/s.

O amante "excêntrico" não dominador

Esta pessoa não se dedica a dominação ou estar em controle. Ele apenas aprecia uma sexualidade mais elevada que a cena D/s proporciona. Eles se sentem "seguros" na cena se ambas as partes envolvidas encontram prazer. Não tentarão, normalmente coisas novas sem que o submisso primeiramente diga o que aprecia. O seu prazer está na atividade sexual e não em espancar um submisso ou estar no controle.

Papel de Dominante mas não um Mestre:

Essa pessoa normalmente é encontrada "on-line" . Ele será um Dominador e parece estar em controle. Ele pode exercitar humilhação e ditar regras. Ele tem um submisso para serví-los, ajoelhar-se e agir como todos os submissos agem. Eles gostam de "treinar" novos submissos porque sentem-se seguros quando trocam o pequeno conhecimento que têm sobre D/s. O Dominador normalmente naõ forçará o submisso a fazer coisas solicitar coisas que irão além dos limites do submisso. A única parte que eles demandam é sexo virtual. Esse tipo de Dominador contará vantagem sobre as escravas que teve e as que treinou.

O papel de Dominador e Mestre:

Essa pessoa gosta de jogar "Mestre" e gosta de sentir-se no controle. Eles desejarão que o submisso porte sua coleira antes de terem estabelecido um relacionamento. Novamente, em seus termos, eles desejarão que o submisso os sirva em suas necessidades. Eles não trabalham para que o relacionamento ou o submisso cresçam. Raramente dão ao submisso exercícios de aprendizagem e se o fazem, eles normalmente dão pouco retorno quando a tarefa é cumprida. Eles estarão no controle na maioria do tempo mas não trabalharão no crescimento.

O verdadeiro Dominador , não- Mestre

Esse tipo de pessoa controla o submisso, mas é usualmente temporário e sem limites convencionados. A grande diferença entre essa pessoa e os anteriormente mencionados acima é que eles conhecem a força que vem da submissão. Esse tipo de pessoa é fixado em ser servido, tanto sexualmente quanto fora das cenas. Eles não tem grande satisfação em forçar o submisso a submeter-se à sua forma de dominar e usualmente dita a cena baseada em limites convencionados.

Apesar de procurarem seu prazer no fato de estar no controle, o submisso achará fácil influência-lo de sua posição.

O verdadeiro Dominador atua como Mestre

Esse tipo de pessoa também toma o controle mas usualmente temporariamente com limites consensados. Eles tem satisfação em serem servidos e servir. Normalmente eles controlam as cenas e utilizam-se do bondadge e de dor leve. Eles usualmente usam um acessório de spanking para causar dor mas não vão o suficiente para provocar endorfinas no submisso. Se houver dor na cena ela, indiretamente, pode derivar do prazer de estar em controle e provocar dor, não devido aos sentimentos que o submisso possa ter. Essa pessoa controla o submisso, mas não a cena. A cena usualmente terminará no mesmo nível de intensidade no qual ela começou.

O Dominador mas Mestres de curta duração sem compromisso

Essa pessoa domina a relação mas pode ter um acordo sobre os limites. Eles querem ser servidos pelo submisso. Eles desfrutam essa condição tanto em serviços eróticos e não eróticos , através dos cuidados do submisso com seus desejos e necessidades, conforme os limites acordados. Essa pessoa apenas desempenhará o papel de Dominador de sua maneira. Muitas vezes eles desempenharão um papel por algum dias em determinado período (Mestre de fim de semana), mas eles mantém sua liberdade de desistir a qualquer momento.

Esse tempo é usualmente combinado previamente ou limitado devido ao tempo que restrinja a permanência deles juntos. Você encontrará esse tipo de pessoas de imediato e em relações de longo prazo com seu "submisso/escravo". Normalmente têm uma boa razão pelas quais não podem engajar-se em um relacionamento de tempo integral e eles controlam quando desejam ser Dominantes. Esse tipo de pessoa usualmente dará tarefas ao submisso/escravo, mas raramente questionará se as mesmas não forem completadas e não dará retorno quando isso acontecer.

O Mestre real em tempo parcial:

Eles terão um relacionamento como Mestre/escravo e pensam no escravo como sua proprieadade em todos os momentos. Eles desejarão que o escravo cresça e distinguem as necessidades e vontades dos escravos. O Mestre usualmente regulam a vida do submisso e para que isso aconteça, eles darão tarefas, falam oque vestirão e como agirão. Esses tipos de pessoas usam as cenas para ajudar o escravo a crescer. Eles sabem como controlar a experiência da dor de forma que não avançarão rápído demais antes que as endorfinas sejam secretadas no escravo. Eles constantemente verificam as mudanças no corpo do escravo durante as cenas e levará o escravo em direção ao sub espaço. O Mestre controlará o tempo depois das cenas para cuidar das necessidades do escravo.

O Mestre vivendo em tempo integral

Essa pessoa vêem-se como aquele que está no controle da relação e pensa no bem estar do escravo. Os limites no relacionamento são considerados oportuniddes de crescimento e seu escravo tem "tarefas" para realizar dentro do relacionamento. Eles consideram o escravo como uma possessão privilegiada e dedicam tempo à "polir" o escravo através de treinaemnto. O dia a dia é muito similar a de um marido "baunilha" (sem considerar seu gênero), com exceção do seu papel que é de manter o relacionamento e o bem estar do escravo, devido à troca total de poder onde eles aceitam o poder sobre a vida do escravo (físico, emocional e mental), esse tipo de arranjo demanda muito mais cuidado do que o casamento tradiconal. Normalmente são assinados contratos especificando quais serão os papéis do escravo e qual período ele cobre. Esse contrato é normalmente baseado nas regra do D/s, a concordância aos termos e estabelecerá áreas de crescimento. O contrato apenas poderá ser quebrado pelo Dominante e poderá ser renovado quando o tempo combinado expirar.

(Autor desconhecido)

domingo, 19 de julho de 2009

Eros & Psiché - Museu Hermitage (Rússia)

Amo essa mulher!!! I love this woman!!!!



Está aí alguém irresistível! Miss Kittin: Amo essa mulher.. .hehehehe
Tatoos são tudo de bom!

Someone that I just cannot resist! Miss Kittin: I love this woman! lol...
Tatooed girls really turns me on!

sábado, 18 de julho de 2009

Cela de veludo: considerações sobre as relações D/s à partir de um poema de Adélia Prado

Abstract

Adélia Prado is one of the top poets in Brazil. In her poetry she discusses the great tie between her and her lover called José, a love that reaveals some traces that can be found in the relationships anywhere, including those developed between partners in BDSM.
As in the BDSM relationships the vanilla couples(and vice versa) will show one of the partners in a submissive role and this devotions garantees both the legitimacy of the command as the fully expression of the submission.
The D/s submission , in this scenario, becomes a very important and pleasant experience, driving us to strengh the ties and continously increase our pleasure.


(Nota: esse texto foi originalmente publicado na comunidade "Desejo Secreto" do Orkut, no tópico "Projeto Ciranda", numa sugestão de reflexão à partir do texto de Adélia Prado , reproduzido abaixo. Por sua extensão, foi dividido em duas partes).

Para o Zé

(Adélia Prado)

(em Poesia Reunida, Editora Siciliano, S.Paulo, 1991, p.99)

"Eu te amo, homem, hoje como
toda vida quis e não sabia,
eu que já amava de extremoso amor
o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos
de bordado, onde tem
o desenho cômico de um peixe — os
lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer
te amo. Teço as curvas, as mistas
e as quebradas, industriosa como abelha,
alegrinha como florinha amarela, desejando
as finuras, violoncelo, violino, menestrel
e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito
pra escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo
o teu coração, o que é, a carne de que é feito,
amo sua matéria, fauna e flora,
seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas
perdidas nas casas que habitamos, os fios
de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo
pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu gosto
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama
fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam
uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como
o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me guarnece,
tira de mim o ar desnudo, me faz bonita
de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega,
me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que
acontece quando escuto oboé. Meu coração vai desdobrando
os panos, se alargando aquecido, dando a volta ao mundo,
estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo,
o que não queria dizer amo também, o piolho.

Assim, te amo do modo mais natural, vero-romântico,
homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,
a luz na cabeceira, o abajur de prata;
como criada ama, vou te amar, o delicioso amor:
com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso,
me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles
eu beijo.

Calma! Você não lerá um artigo acadêmico por dois motivos: aqui não é o espaço e não tenho cabedal para fazê-lo. Vou apenas tentar compilar algumas coisas que eu escrevei para ninguém ler e o tanto que está em minha cabeça à partir de algumas experiências D/s que vivo.
Porque chamar essa série de reflexões de “Cela de Veludo”? Primeiramente porque o poema lindíssimo de Adélia Prado trata muito de submissão e, como é (ou deveria ser) regra, uma submissão voluntária como pode-se facilmente notar. Em segundo lugar, porque é uma cela confortável, que não tem a intenção de provocar um dano físico ou mental de alguma monta.
Como acredito ter esboçado na minha primeira intervenção, o poema é reconhecidamente “submisso”, estando a palavra entre aspas por uma assunção de que no “diálogo amoroso” não deveria importar (ao menos idealmente) um exercício de poder explícito mas eventualmente construído na dinâmica das relações.
Tudo muito bem, tudo muito bom mas JB, o que tem isso a ver com o BDSM? - podem dizer os mais apressados. Apesar do que há de peculiar no relacionamento amoroso comum (baunilha?) e no relacionamento Dominador(a)/submisso(a)? Para mim ambos guardam, no fundo, grandes similaridades e igualmente grandes diferenças.
A primeira similaridade, ao meu ver, refere-se ao processo de sedução. Por mais que possamos (queremos?) negar, o processo de “negociação” é na verdade um processo de sedução baseado em características de personalidade pré-existentes e que começam a ser construídas/reconstruídas e/ou moldadas durante esse mergulho no mundo do fetiche.

Um parêntese: tenho visto muitas intervenções em várias comunidades, discutindo se a submissão é construída ou conquistada do submisso(a). Dentro da minha experiência, vejo que a submissão, no BDSM, é uma expressão sistematizada de algo que sempre esteve presente na personalidade do submisso, algo que os psicólogos e demais profissionais de áreas afins podem explicar com mais competência do que eu e acredito piamente que o mesmo valha para os Dominadores(as).
Isso ao meu ver, tem implicações fáceis de serem previstas mas que não tenho visto serem enunciadas: há um processo legítimo de “enamoramento” do Dominador(a) por seu submisso(a). Isso não é novidade? Ufa! Que bom! É novidade? Vamos expandir um pouquinho.
Deve dar calafrios em determinadas pessoas saberem que de repente se enamoraram de seus parceiros BDSM. Isso é rendição ao “baunilhismo”? De forma alguma.
Recorro ao meu “Velhíssimo Dicionário da Língua Brasileira” para achar a significação do verbo “enamorar” e encontro:

“ENAMORAR, v.t. Encantar; enfeitiçar; apaixonar; p. Deixar-se possuir por amor; apaixonar-se; enlevar-se”.

Uia! “Deixar-se possuir por amor”??? Caraca! Porque não “deixar-se possuir pelo desejo” ou “deixar-se possuir-se pelo fetiche” ou finalmente “deixar-se possuir-se pela entrega”? Será que invalida o argumento trocar as palavras? Ao meu ver, não, muito pelo contrário, porque deixar-se possuir é entregar-se (mesmo vocês senhores e senhoras Dominadores e Dominadoras!!!!!). No caso do submisso, essa entrega ocorre no universo do servir e no caso dos (das) Dominadores(as) no receber o gesto de servir.

Sei que muitos vão “torcer o bico” ao ler essa frase mas ao menos para mim, é o que acontece. Mesmo o mais sádico dos dominadores (as) sofrem ou são agentes de um processo de sedução que leva ao enamoramento versão BDSM.
O mais importante é assumir , e não vejo nenhum problema nisso, que somos enamorados de nossos(as) submissos(as) em diversos graus de envolvimento. Assim é a vida e não há porque negá-la.

PASTOREANDO NOS CAMPOS BDSMISTAS

Se não é tão ofensivo ao nossos pudores e conceitos que nos apaixonamos e nos envolvemos com nossos parceiros BDSMistas , vai ficar mais fácil a gente ver o grande contato que há do poema baunilha com os nosso processos de negociação e vivência dentro do BDSM.
Com certeza o “José” do poema é um homem poderoso em sua sutileza e na expressão do seu amor à personagem do poema. Não podemos perceber (ao menos eu não percebo) nenhum sinal de sofrimento ou de dor , ao contrário, transmite-se uma sensação de plenitude que faz com que a personagem viva em intensidade o bem-querer à ponto de colocar-se de “joelhos” ante ao objeto (ops!) de seu amor.
Como já disse anteriormente, a personagem coloca o seu amado em uma altar, há uma sacralização dele de forma inquestionável. A frase do poema “Te alinho junto das coisas que falam uma coisa só: Deus é amor”, vai além dos limites simplistas de uma relação amorosa e coloca no amado a potência de proporcionar não apenas a felicidade mas a “redenção” através dessa experiência, transcendendo os níveis “normais” de uma relação, tocando outra poetisa fantástica, Florbela Espanca, no seu fabuloso poema “Fanatismo” onde ela declara mais explicitamente: “Por que és como Deus, princípio e fim”.
Nesses casos, detecta-se no amado a capacidade de prover o “manjar dos deuses”, o “Maná do deserto”, donde obtém-se a graça (no sentido religioso) e o favor indispensáveis à plenitude de quem ama, portanto, legitimando o servir.

Ops! Cheirinho de BDSM no ar? Huuuuuuuuuum... Estou aqui curtindo-o! Cheiro doce da construção da submissão através da “exposição” (muitas vezes nem tão exposta assim) de um “plano de vôo” que faz subir aos céus, mesmo experimentando uma sessãozinha hard de spanking...rs...
Se o exposto está minimamente coerente, podemos escrever assim: “A relação D/s constituí-se de um processo de sedução onde o(a) submisso(a) coloca o seu Dominador(a) como o único agente que pode, não apenas usufruir de sua submissão, mas de justificá-la, legitimá-la e dar-lhe corpo.
Os cariocas como a Helena diriam: “Que responsa, mermão!!!” Pois é! Pois é! Não vou nem dizer que ser Dominador é mais fácil do que ser submisso porque sei que essa discussão não tem pé nem cabeça até porque , como diria Caetano Veloso, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, uma frase lapidar. No entanto, isso pode suscitar uma discussão (em outro lugar e momento) se os Dominadores(as) e submissos(as) sabem realmente com o que estão lidando, a responsabilidade e gravidade de cada gesto e/ou atitude tomada.
Se é verdade que a personagem do poema de Adélia é indiscutivelmente submissa e o José um Dominador, convém examinar algumas pistas do caráter da relação que constróem.

NO BALANÇO DAS TRÍADES



O poema me suscitou emoções muito dadas por fatos que me aconteceram dentro e fora do “meio”. Todas essas coisas, esses fatos, me fizeram ver que o amor e a submissão, o enamoramento e o domínio, são todas facetas distintas do mesmo processo.

Parece-me que algumas pessoas têm resistência máxima em admitirem-se nesse processo de sedução, conquista, realimentação/revisão das expectativas, renovação e inclusive a separação e o distanciamento. Pergunto-me porque e encontro uma resposta que para mim , respeitadas as opiniões divergentes, bizarra: temem os dominadores (as) que a sua autoridade seja solapada por mostrarem-se interagentes no processo que uniu Dominador(a)/submisso(a).

O poema de Adélia, nesse sentido, mostra um antídoto à essa visão torta: é através do sentir-se acolhida, aceita, legitimada que procedeu-se à submissão, à entrega e à sacralização que tornou-se indispensável para atingir-se o estado que fez da personagem uma cultuadora, cuidadora e devota de seu amado.

Talvez falte-nos , ou ao menos para alguns, a visão de uma pessoa em presença, fisica, icônica ou real (segundo o sentimento de cada um) , de um santo. Jogado de joelhos, não pede, implora pelo seu favor. Já presenciei em Igreja de minha cidade, uma mulher que atirou-se ao chão para humilhar-se e pedir uma cura.

A quem mais poderia se tributar tanta reverência e poder senão ao ser que poderia retirar-lhe de sua angústia e de devolver-lhe aquilo que perdera, no caso, a saúde?

A quem mais um(a) submisso(a) consciente de que sua felicidade está diretamente ligada ao ser aceita e legitimada em sua forma de sentir prazer, tributaria fidelidade, desvelo e serviço? Com certeza àquele(a) em quem reconhecesse tal capacidade e tal poder. Portanto, ao meu ver, o enamoramento e a dedicação são os únicos meios de chegar-se à tal devoção, necessitando de um empenho especial por parte do(a) Dominador(a) para que tal estágio seja atingido.

Ao ver alguns casais “BDSMistas” não tenho quaisquer dúvidas que ocorra algo assim. No entanto, se nem no “baunilhismo” isso é norma, não esperaria que fosse possível no BDSM que não tem, em essência, tanta diferença assim das práticas habituais, só tem um caráter um tanto diferente nas práticas.

Isso contempla uma das tríades que H. propôs tão bem, o “Nós dos Nós”. Lembro-me que ali ela pontua que as emoções transcendiam as dores e chegavam à unir almas em algo muito maior , unindo almas e corações. Perfeito!

Passei boa parte da tarde (estou escrevendo na noite/madrugada) pensando o que o masoquismo supostamente afetaria nessa construção que o poema propôs. Concluo que o masoquismo não aspira consumir-se em si , apesar de poder aspirar a isso eventualmente. No entanto, se prazer causa, carece e espera realimentar-se para tornar a ser satisfatório até quando isso não mais ocorra e transmute-se, eventualmente, em algo mais (ou menos).

Portanto, a concepção do “Nós de nós” está vinculado ao prazer, à dimensão criadora da vida. E a união só se legitima no prazer que aspira e na realização dele.

E o “Tocar as raias”? Será que poderíamos afirmar que “Tocar as raias” é um processo físico, de chegar aos extremos nas práticas? Todos sabem que não. Na verdade, mesmo a prática mais extrema não tem sentido nenhum se não vier secundada de uma profunda ligação erótico-afetiva.

A falta dessa percepção, na minha opinião, empobrece muito o diálogo D/s. Reduzir essa relação em um bate/apanha é empobrecê-la , sem com isso fazer qualquer condenação a quem se proponha a viver algo assim.

E é esse a grande lição que o poema aponta: a submissão talvez não necessite, necessariamente, das práticas mas do grau de sedução que um(a) Dominador(a) tem sob seu submisso(a) e vice e versa.

Alguém tem alguma dúvida que isso também aconteça no enamoramento mais “comum”? Quem confrontado com um(a) “adversário(a)” não empunha todas as armas para afastá-lo? Quem, tendo a “coleira” devolvida, o rompimento do pacto original, não se desestruture? Quem, em separando-se definitivamente do(a) amado(a) não perca o próprio significado de sua vida?

Para encerrar: a maior lição que esse poema nos dá é a da intensidade da entrega, seja no “baunilhismo” seja no BDSMismo. Isso deve inquietar ao nos instigar a pensar em que entrega e que Dominação estamos exercendo. Saber que os mecanismos são sutis e a prática não pode ser menos sensível à essa sutileza.

Transformar a realidade falsamente árida que o BDSM propõe para uma plenitude que o poema transborda. Algo para a reflexão. Desculpe se essa foi muito extensa.

Saudações à todos.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Fetichismo - Parte Final (Nancy Friday) - Tradução: Janus SW

TUCKER
Tanto quanto eu possa me lembrar, sempre fui fascinado por sapatos finos e elegantes quando calçados por mulheres que tenham pernas com um belo formato e pés bem formados de forma que aquele sapato ou bota abrace e ajuste-se aos contornos dos pés e pernas, com uma perfeição que dê a quem vê a impressão de serem uma parte de seu charme pessoal ou possa se dizer que ajusta-se como fosse uma segunda pele.
E onde ou quando quer que seja que meus olhos se banqueteiem com a visão dessas damas vestindo sapatos de couro brilhante com salto alto ou botas, eu me estimulo sexualmente e fico muito excitado.
Isso pode acontecer no trabalho na loja de departamentos onde eu estou empregado ou nas reuniões de equipe, festas em casa ou em qualquer lugar em público; sim, mesmo na igreja ou nos enterros.
É óbvio que a maioria das mulheres ignora de como seus sapatos belamente brilhantes afeta os sentidos de alguns homens mas, sem dúvida, muitas mulheres tem consciência do que os seus sapatos e botas podem fazer à eles. Eles selecionam cuidadosamente os estilos e os couros mais finos e brilhantes que existem de forma que elas tenham todo o instrumental para sedução.
Quando eu me apaixono por um sapato ou bota sexy de uma dama, eu faço um estudo, admirando o arco da parte interna de seus pés que um salto alto e fino serve para enfatizar e sinto uma necessidade de ajoelhar-me e lamber fervorosamente e beijar o sapato sexy e brilhante em uma humilde homenagem e tornar-me um escravo pessoal de botas daquela dama. Aqueles são meus pensamentos secretos quando eu me masturbo ou fodo minha esposa. Ela me ridiculariza freqüentemente por essa “coisa” minha referente ao calçado feminino e então, para puni-la, sempre visualizo-me como sendo o escravo sexual de outra mulher e finjo me engajar nesses jogos de dor e prazer com algumas das amigas dela. Neles, eu estou atado inapelavelmente nas mãos e pés por elas e sou chicoteado com um chicote de montar no meu traseiro para o próprio prazer delas e então fazem-me lamber suas botas de couro brilhantes como uma homenagem preliminar antes de fazer-lhe sexo oral.
Eu nunca fiz sexo oral em minha esposa que diz que pessoas de bem não fazem coisas vulgares como essas mas isso tem se tornado meu desejo urgente de algum dia ser premiado como alguma mulher dominante que tire seu prazer pessoal no sexo de ter o marido de outra mulher devotar honra à sua moda humilde.
Masturbo-me desde que tinha 12 anos e foi uma garota de quatorze que me iniciou no meu passatempo. Minha mãe a tinha convidado para ficar comigo enquanto ela saia. Ela adorava me espancar com um bastão de jardim em minhas nádegas durante as nossas brincadeiras. Ela usualmente usava sandálias de couro preto que eu adorava e ela me deixava beijar e lambê-las com os joelhos dobrados o que a fazia divertir-se.
Na escola, a visão de minhas professoras usando sapatos de salto alto e brilhantes sempre serviu-me para me dar ereções incontroláveis e eu simplesmente tinha que me masturbar.


JACK


Eu tenho trinta e três anos e sou divorciado. Minha ex-mulher era a primeira pessoa com a qual eu tive um relacionamento sexual sério, mais antes do que durante o casamento que foi bastante convencional, possivelmente devido à minha falta de experiência naquele tempo. Sexo oral limitado e um “papai e mamãe” convencional, homem acima e homem abaixo. Desde nossa separação, tive a sorte de encontrar um número de mulheres de diferentes nacionalidades e tenho desfrutado de uma vida sexual mais variada e interessante.
Masturbação tem sido uma parte regular de minha vida desde que eu me lembro. Os primeiros orgasmos que eu posso me lembrar , vieram de escalar cordas. Eu deveria ter uns onze ou doze anos naquele tempo. Eu me lembro de haver ereção mas não ejaculação mas que foram tão intensas e duraram mais do que parecem durar hoje, quase como um orgasmo feminino, imaginei.
Um fator comum em todos os meus sonhos, tanto na adolescência como hoje, são sapatos de salto alto. Posso me excitar com sapatos nas vitrines das lojas, em fotos e em ver mulheres vestindo-os. Fico muito excitado quando minha parceira concorda em vesti-los enquanto temos sexo e em particular quando ela toca meu pênis com os saltos durante as preliminares. Meus sapatos favoritos são aqueles com aberturas largas nos dedos e com tiras nos saltos. Cinco polegadas é a altura perfeita. Se mais alto, tornam-se não naturais e afetados. Eu tenho um relacionamento muito feliz com uma mulher que ajudou-me a encenar a fantasia que tive por um longo tempo. Antes de chupar meu pênis até que estivesse totalmente molhado, ela tirou um dos sapatos (meu tipo favorito) e colocou meu pênis dentro através da abertura dos dedos. Então , sugando a cabeça do pênis e mexendo o sapato para cima e para baixo, ela me deu um maravilhoso orgasmo em sua boca, um prazer tanto físico como mental.
Uma extensão dessa fantasia é que ao invés de sugar meu pênis, ela deita-se e guia seu sapato, com meu pênis dentro, para os lábios de sua vagina e bem devagar e gentilmente me permite empurrar o salto dentro dela, ficando ambos unidos apenas pelo sapato. Consigo levá-la ao orgasmo por fodê-la com o salto, enquanto o movimento de empurrar meu pênis para cima através da abertura dos dedos leva-me a gozar sobre seus seios e rosto. Essa fantasia, eu penso, nunca será encenada dado que eu tenho medo que possa ser muito dolorosa para a mulher, mesmo usando saltos muito finos e não posso tolerar a idéia de causar dor.
Devo mencionar que não considero que meu amor pelos saltos altos seja um fetiche verdadeiro e, apesar de me dar um parazer grande e sem danos, eles não são necessários para que eu tenho uma ereção ou ejaculação. Eles são cobertura em um bolo, um bônus sexual.
Minha última e mais constante fantasia é a de ser uma mulher. Eu amaria vestir roupas femininas, em particular sapatos de salto alto e sou fascinado pelas histórias e artigos de operações transsexuais. Tento imaginar o que deve ser renascer como uma mulher aos trinta e três anos de idade com todos os problemas – legais, físicos e mentais – que estariam envolvidos. Todavia, não tenho nenhum interesse em relacionar-me com homens. Eu tentei imaginar o que deve ser chupar um pênis masculino. Ser homossexual é a resposta óbvia para todas as minhas fantasias, mas conscientemente, eu não quero isso na verdade. Possivelmente, meu subconsciente tem outras idéias; mas estou mantendo tranquilo no momento. Eu não posso assumir nada. Sinto-me como se fosse uma lésbica com pênis e na minha fantasia de mudança de sexo, é isso que me torno, uma lésbica mas com o conhecimento masculino!
Eu aceito o que sou e isso faz a vida mais fácil. Provavelmente explique o fracasso do meu casamento e minha inabilidade para conquista e de ter um relacionamento de longo prazo com qualquer de minhas amigas mulheres. Acredito que elas tenham um instinto sobre esses asssuntos e apesar de parecer e agir como um homem, acredito que elas podem sentir que algo não encaixa. Eu acredito e desejo que eu encontrarei uma parceira que pode aceitar um homem gentil, mais feminino no pensamento; provavelmente um homossexual com uma vagina!
KEITH
Minha excitação começa quando estou trabalhando em uma grande loja de departamentos. Eu fico “ligado” em mulheres que vestem vestidos curtos ou longos com fendas que exponham um pouco das coxas. Apesar de eu ter apenas dezessete, eu me ligo em mulheres que tem , pelo mnos, vinte e cinco anos de idade, e pelas de cinquenta ou cinquenta e cinco anos. Se elas não forem muito feias com quase cinquenta. Eu fico imaginando qual é o tipo de pernas tem Doris Day. MItizi Gaynor tem as que eu considero as melhores.
Continuemos com minha fantasia. No trabalho eu finjo que algumas mulheres com excelentes pernas e um bom corpo aproximam-se e perguntam onde é o banheiro. Depois que ela está na sala dos fundos mas não ainda no banheiro, ela diz que gostaria que fizesse sexo oral com ela e a fodesse. Nós vamos para um canto e nos beijamos. Então, ela levanta o vestido que descobre a xoxota com uma meia-calça cobrindo os pelos pubianos. Eu começo a chupá-la através da meia-calça (marrom ou cor da pele). Depois que ela começa a ter seu primeiro orgasmo, eu retiro a meia-calça, lambo seu gozoo e então a fodo por algum tempo. Então ela vai embora.
Outra coisa que me excit é ter de colocar alguma coisa no carro de uma freguesa. Ela tem um vestido curto e quando senta-se, expõe um par de excelentes coxas. Ela insiste que aceite uma gorjeta. Recuso e digo à ela que ela tem boa aparência e pernas bonitas, que qualquer coisa que necessite é de graça. Aí é onde a fantasia começa: ela diz ser divorciada e que gostaria de alguém com quem conversar, então fizemos os arranjos para nos encontrar em sua casa naquela noite. Quando cheguei, ela atendeu a porta em um vestido curto preto, meia-calça marrom e botas. Ela vai até seu quarto e coloca o que estava sobre sua cama: um vestido que vai até aproximadamente meus joelhos, uma meia-calça marrom escura e nada exceto essas duas peças. Eu volto para a sala de estar e ela está sentada em uma cadeira baixa, expondo muito de suas belas pernas e diz que posso fazer o que quiser. Eu me ajoelho na frente dela e começo beixando suas pernas dos dedos do pé aos jelhos. Ela me pergunta se é a única parte do corpo dela que gosto. Eu agora deslizo minhas mãos sob seu vestido na parte de fora da suas pernas até sua xoxota que parece ótima com uma meia-calça super macia cobrindo-a. Ela tem belos seios com belos mamilos que combinam com sua figura esguia. Sua xoxota está quente e eu a esfrego ainda coberta pela meia-calça, até que ela grita para que eu a foda. Eu abaixo minha cueca enquanto ela faz o mesmo com a meia-calça levando um tempo que parece horas. Então ambos colocamos nossas meias-calça e rolamos em um 69 no chão. A xoxota e pernas dela envolvidas em nylon cobrem meu rosto e minhas bolas e pau , cobertas também em nylon, envolve o rosto dela. Nós nos encontramos toda a semana no partamento dela para nossas pequenas sessões.
(É excitante tomar banho com uma meia-calça e lembrar todas as pernas que eu vi aquele dia, o que me faz gozar).
Hora para o chuveiro!
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Em algumas da fantasias acima, o homem imagina-se vestindo um “quê” do aparato fetichista feminino. Isso levanta a questão velada do travestismo e da homossexualidade. Por favor, notem que um não necessariamente implica no outro – uma confusão que existe mesmo entre pessoas de bom nível. A grande maioria dos homossexuais nunca vestiu uma roupa feminina e , por outro lado, existem homens que amam vestir roupas femininas, mas nunca tiveram nenhuma experiência homossexual em suas vidas.
Durante o jogo sexual, os amantes pordem tentar todas os tipos de posição mas raramente o homem suspeita de ser “secretamente” homossexual porque aprecia ter as mulheres em posição dominante. Jack (acima) está tão apaixonado com seu fetiche que ele, também, penas em infindáveis variações do jogo erótico que centram-se em sapatos de salto alto, incluindo calçá-los. Mas então, ao invés de ter isso apenas como uma instância da imagina erótica para ter novos caminhos de excitação, ele pensa que deve ser homossexual. Afinal, ele gosta de colocar roupas femininas, não é verdade?
Eu encontro algo corajoso no jeito que ele continua com essa confusão inocente até o final, inventando fantasias homossexuais para si mesmo. Mas elas “não me causam excitação alguma” e julgando-se pela evidência inerna de sua carta, ele nunca teve um caso homossexual em sua vida. Porque muitas pessoas preciptadamente se rotulam exatamente como elas mais temem?
A falta de intyeresse de Jack por um sua fantasia homossexual ilustra uma forma de explorar muitas idéias importantes: primeiramente, que as fatasias são uma forma de brincar com nossas fantasias particulares e nossas especulações acerca de nós mesmos. Depois, as fantasias podem ser fins em si mesmos, não sendo necessariamente desejos que você secretamente desejaria fazer se tivesse mais coragem.
Provalmente, nem todos os fetichistas exercitam suas idéias de travestimo. Se não é o sapato de salto alto mas os pés dela que são erotizados, a idéia é sem sentido. Você pode vestir um sapato mas você poderia retirar os pés de uma mulher para colocá-los?
Outro dado interessante do pensamento fetichista é a quantidade de detalhes associados ao objeto. O fetiche é amorosamente descrito, exaustivamente examinado: a altura exata do salto, a marca da meia-calça, a cor, os formatos, a sensação e o cheiro. Ninguém tem clareza do porquê dos objetos de fetiche ser tão particularizados mas nós podemos iniciar essa reflexão se nos lembrarmos que o fetichista persegue algo tão importante como a vida em si.
Se um homem diz que está apaixonado por sua mulher, nos surpreenderemos com a atenção enorme para com sua aparência? Ele prefere os cabelos dela escovados para trás, porque gosta de ver a testa dela; ele gosta de Arpége e fica infeliz quando ela experimenta Chanel No. 5. “Porque você veste preto – ele lamenta – quando ou azul a faz parecer como um anjo?” Se você ama alguém, não háo qualquer detalhe sobre ela que seja sem importância. Porque nós devemos nos surpreender se o fetichista dedica a mesma atenção ao seu objeto amado?
Finalmente, eu gostaria de especular sobre a idéia mencionada por Tucker (acima) que pergunta se as mulheres conhecem o poder de sedução de seus sapatos. Sua própria resposta é ambivalente, mas ele aponta algo que sempre me surpreendeu: ambos os sexos são atraídos pelos sapatos femininos, não apenas os homens.
Pense na quantidade desproporcional de dinheiro que as mulheres pagam por seus sapatos; o grande espaço dado aos sapatos nos closets e nas malas. A dor que suportarão para vestir um número pequeno ou um salto muito altos. Uma mulher vem para casa com um vestido novo: “Você deve imaginar estes sapatos” – ela diz, segurando-os. “Cem dólares por esses sapatos?”O vestido vai até o chão e ninguém vai vê-los!” A mulher ri-se. Ela sabe a importância dos seus sapatos.
Se, estritamente falando, as mulheres não são fetichistas, porque são tão loucas pelos sapatos? Elas tem uma consciência intuitiva do quanto o homem é atraído por sapatos, mais do que admitem? Pode ser que Winnicott esteja certo depois de tudo – que muito antes de entrarem na adolescência, uma garotinha, engatinhando no chão da cozinha, torna-se enfeitiçada, assim como seu irmão, com o glamour e segurança de estar próxima de um sapato feminino (da mãe)?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

BDSM: Dói mas é tão bom!!! (Carcereiro)

BDSM: do inglês Bondage, Domination, Submission and Masochism

Uma sala à meia-luz. Aparelhos estranhos, correntes, cordas, velas vermelhas. Gritos abafados provocados pelo contato da cera quente com a pele. Chicotes, roupas de couro, pessoas amordaçadas e nuas. A luz fraca pisca quando a corrente elétrica passa pelo corpo de um escravo. Alguns estão de quatro, comendo em tigelas e usando coleiras. Outros são ofendidos, humilhados e pisoteados por mulheres de saltos finíssimos.
A imagem é chocante. Estranha.

Terminados os “jogos”, a rainha – a senhora dos escravos – sai da sala. Todos a seguem. Além dos escravos e submissos, estão também outros mestres dominadores.
Depois de alguns minutos, todos se encontram no hall. Camiseta, calça jeans, tailleur, escarpim – tudo absolutamente trivial. Despedem-se e cada um pega seu carro, vai pra casa encontrar a família, talvez tomar um chope com amigos do escritório. A play party está oficialmente encerrada. Eles somem no meio da multidão.

O que é sadomasoquismo?

O termo “sadomasoquista” nasceu da junção dos nomes de dois autores: Marquês de Sade (França, 1740-1814), cujo principal livro é Os Cento e Vinte Dias de Sodoma, e Lepold von Sacher-Masoch (Lemberg, parte da atual Rússia, 1836-1895), que escreveu Vênus das Peles. Enquanto o primeiro descrevia brilhantemente os fetiches dominadores, o segundo pregava o amor submisso, sofredor e passivo.

Mas as práticas sádicas e masoquistas têm muito mais de 200 anos. Na verdade, sempre fizeram parte da natureza humana. Na Grécia antiga, escravos eram comercializados só para satisfazer os desejos sexuais de seus donos. Roma seguiu na mesma onda, principalmente sob o reino de imperadores sádicos como Calígula e Nero.

Mas peraí: isso é normal?

Bom, sabe-se que no reino animal o homem é o único ser que provoca ou sente dor por prazer. Só que a psicologia não vê isso com bons olhos… Inês Cavalieri, psicóloga do IbraSexo (Instituto Brasileiro para Saúde Sexual) e pós-graduada em sexologia, explica que existem duas opiniões bem divergentes sobre a prática: a da psiquiatria e a da sexologia.

De acordo com a psiquiatria, sadomasoquismo (assim como homossexualismo, podolatria e qualquer coisa que não seja a penetração vaginal, na relação heterossexual) é considerado desvio sexual e merece tratamento.

“Mas o que é normal? Quem definiu a normalidade? A Psiquiatria é arcaica, parou no tempo”, diz Inês.

Já a sexologia tem opinião totalmente diferente: tudo o que é consensual é normal. Você gosta de apanhar e o outro de bater? Vá fundo. Se alguém tem a fantasia mais doida da face da Terra e encontra quem também a tenha, divirta-se! A sexologia apóia a busca do prazer pessoal, independentemente da opção sexual.

Não existe verdade absoluta: há quem prefira jogar no time de Freud e quem aceite o prazer alheio sem tantos julgamentos morais. Em qual você se encaixa?

Realidade SM

Que delícia de espancamento!

A realidade SM é bem diferente das fantasias adolescentes que criamos com mulheres lindas, vestidas de couro, chicoteando homens de bunda branca.

Ninguém está lá para ser espancado até a morte e não optou pelo SM porque enfiou o dedo na tomada quando era criança e adorou a sensação (pode até ser que isso tenha acontecido, mas não é obrigatório). O sádico não é alguém que odeia a humanidade. Ele se preocupa com o prazer do submisso e vice-versa. Esse é o tesão da coisa. A prática envolve prazer, dor, humilhação. O sadismo está intimamente ligado ao masoquismo. Aliás, são inseparáveis.

Segundo os adeptos, a premissa do BDSM (sigla inglesa que significa Bondage, Domination, Submission and Masochism – amarração, dominação, submissão e masoquismo) é: são, seguro e consensual.

São: antes de fazer, é necessário saber do que se trata e como funciona. Sem informação, não dá para optar por nada.

Seguro: as práticas são realizadas depois de muita conversa e, se necessário, exame físico. Senão um epiléptico pode cair duro no chão durante uma sessão de choques, por exemplo.

Consensual: tudo o que acontece é de comum acordo. Caso contrário, é agressão e deve ser denunciado à polícia.

O que Acontece

A verdade por trás do couro

O SM está mais para jogo sexual do que para espancamento. Alguns o chamam de “psicodrama erótico”. O que acontece é o seguinte:

  • Pessoas com gostos afins se conhecem e combinam o que farão na “cena” – episódios em que são encenados os fetiches: ser pisoteado por saltos altos, ser tratado como cachorro etc. Todos os detalhes e limites são amplamente discutidos e quem determina o que pode ou não ser feito é o submisso, não o dominador. Isso é decidido ANTES da cena e não durante – na hora H, o dominador é quem manda.
  • Para evitar acidentes, é combinada de antemão uma senha de segurança, que só deve ser dita em último caso, quando os limites estiverem sendo ultrapassados. Essa palavra não pode ser “não”, afinal escravo não fala “não” pro dono! Pode ser “chuchu”, por exemplo.
  • Muitos donos, escravos e submissos têm uma relação fora da cena. Eles criam vínculo afetivo, tomam chope, telefonam um pro outro, fazem compras juntos… e até se chamam de “mô” e “bizuzinho”.

Como entrar no mundo SM

E então você decide que quer dar umas palmadas na bunda de alguém sem medo de ser feliz. E aí? Não dá pra sair na rua perguntando: “Ei! Você gosta de apanhar? Usar prendedor de mamilos, então, nem pensar?” A sociedade é mal informada sobre SM e as pessoas acharão que você está precisando de uma camisa-de-força. Não force a barra. Com a Internet, ficou fácil obter informações sobre o assunto, conversar com praticantes e marcar encontros. Porém, para isso, é bom ter alguns cuidados:

  • Procure sites que contenham textos e e-mails de contato – assim dá para tirar as dúvidas. Sugestões: www.nossomos.com.br e www.smsite.com
  • Em chats de SM, tecle várias vezes com a mesma pessoa e só então marque um encontro. Em local público!
  • Marinheiros de primeira viagem devem acessar o site da Associação BDSM Brasil (criada em novembro de 2001, já tem quase 500 associados), que oferece conteúdo escrito, marca eventos e sugere links.

Como é?

Tudo está muito lindo, mas o que te interessa mesmo é saber quem enfia o que e onde. Como foi dito antes, existem graduações, mas não significa que haja “evolução”. Se você quiser fazer a vida inteira a mesma coisa, faça. Aqui vai um pequeno menu de opções:

  • SM LIGHT
    • Tapas: na cara, na bunda e onde mais lhe aprouver.
    • Humilhação verbal: “Cadelinha” ou “Seu broxa bastardo!”
    • Imitação de animais: rastejar e fazer barulho de porco ou de cachorro; colocar sela e montar como se fosse um cavalo (poneyman/woman); comer na tigela, usar coleira (dogwoman/man).
    • Pequenas lesões: arranhões nas costas, beliscões e apertões.
  • SM CLÁSSICO
    • Eletrochoque: não é morder fio desencapado. Existe uma aparelhagem específica para isso: eletroestimuladores, ou TENS (Trans Electric Nerve Stimulator). Eles produzem sensações que vão desde um formigamento até um choque sério. Pode ser usado externamente ou inserido no ânus e na vagina.
    • Cera de vela: o ideal é a de sete dias – acumula mais cera derretida e a mantém quente. Para começar, escolha as partes menos sensíveis do corpo, como braços e pernas. Depois, se gostar, vá para as mais sensíveis: mamilos, pênis, parte interna das coxas… Quanto mais perto da pele estiver a vela, mais quente estará a cera quando chegar ao corpo e, conseqüentemente, mais dor causará.
    • Chicote: dispensa explicações.
    • Prendedor de mamilos: objetos parecidos com pregadores de roupa postos sobre os mamilos (de homens e mulheres). Algumas vezes também ligados à corrente elétrica. Ui!
    • Cócegas: algumas pessoas ficam incontroláveis, em desespero e até chegam ao orgasmo.
  • SM HARD
    • Fist fucking: introdução da mão e do punho no ânus ou na vagina.
    • Water sports: chamados assim porque a matéria-prima são as secreções do corpo (urina, fezes e vômito):
      • o chuva dourada: urinar sobre a boca ou sobre o corpo do parceiro;
      • o coprofilia (ou scat): comer cocô, literalmente.
      • Obs.: alguns estudos antropológicos dizem que essa tara vem do comportamento animal de marcar o território com urina. Sendo assim, o submisso que gosta de tomar o líquido (ou comer o sólido) sente-se “propriedade” do dominador.
    • Misofilia: transar com gente suja e fedida. Mendigos, por exemplo.

Contrato de escravidão: faça já o seu!

Se você quer umas cadelinhas (ou, sei lá, arrumar um mestre), a Internet pode ser útil: no site do “Carcereiro”, já existem modelos de contrato de escravidão prontinhos! Eles não têm nenhuma validade legal, mas na comunidade BDSM são bem respeitados. É só preencher com seus dados e pronto! Aqui vai um esboço:

Eu,____________________, declaro-me neste documento voluntariamente escrava e submissa ao meu dono e senhor FULANO DE TAL, aceitando todas as regras aqui estabelecidas:

1 Confiarei no meu dono e farei todas as suas vontades.

2 Terei orgulho de ser escrava do meu dono, honrando seu nome e autoridade.

3 Jamais desobedecerei às ordens de meu dono e estarei à sua disposição 24 horas por dia.

4 Jamais gozarei sem a permissão de meu dono e só me masturbarei quando ele permitir ou ordenar.

5 Aceitarei amarramentos, algemas, vendas, palmadas, agradecendo sempre pelo privilégio de servi-lo.

6 Permanecerei cuidadosamente depilada da maneira que meu dono mais gostar.

7 Jamais implorarei para me soltar ou parar de me bater, a não ser que seja essa a vontade de meu dono.

8 Nunca discordarei de meu dono.

9 Dirigir-me-ei a ele sempre como Meu dono e senhor.

10 Sempre tomarei de bom grado o esperma que me for destinado, não derramando uma só gota.

Gostou e quer mais informações? Confira o Site do Carcereiro

A escrava que não é Isaura: Ela nasceu pra servir

Lígia é publicitária em São Paulo. Também se formou em Fisioterapia. Trabalha, ganha seu próprio dinheiro, não sai vestida de preto nem pede pra apanhar na fila da padaria. Ao contrário do que muitos pensam, os SMs não vivem em salas escuras se batendo o dia inteiro – também têm profissão, família, vão ao supermercado e fazem feira.

Você é escrava?
Sou submissa. Na minha opinião, escrava é aquela que se submete apenas fisicamente a um senhor. Já a submissa se submete física e psicologicamente.

Quando você sacou que curtia BDSM?
Há nove anos. O início foi ocasional, com um namorado: um tapa no rosto e uma “humilhação” verbal acenderam o desejo. Praticamos quase dois anos sem saber que o que fazíamos tinha nome. Atualmente estou com outro mestre, oito anos mais novo que eu.

Quais práticas você curte?
Bondage com cordas, correntes; vela e gelo; curto spanking, adoro apanhar com mão, chicote, chibata, cinto, palmatória; adoro vendas, gags e restritores de movimentos e dogwoman: andar de quatro, comer em terrina, dormir no chão, andar de coleira como um cachorro. E tortura nos mamilos e genitais.

Você já foi vendida?
Não. Mas, se meu mestre quisesse me emprestar a alguém de confiança, eu aceitaria.

Existem leilões de escravos ou isso é lenda?
Existem. Pessoas são vendidas, compradas ou emprestadas, de acordo com seus fetiches.

O mestre é sádico e você gosta de apanhar. Caso ele não te bata, isso é sadismo?
O SM não é seco assim. Por exemplo: curto apanhar e meu mestre é mais dominador que sádico – ele me proporciona a dor como uma forma de me ver bem, feliz, ou como prêmio.

Os escravos podem reclamar com os mestres caso estes não cumpram direito seu papel?
Se uma das partes está aquém do que se espera, independentemente de ser dominador ou submisso, a conversa é o ponto de equilíbrio. Sem um feedback, nenhum dos dois vai saber como as coisas andam. Dois pontos unem muito os casais BDSM: confiança e cumplicidade. E, se existe confiança, há total liberdade para conversar sobre assuntos ligados ou não à relação.

Se quiser conversar com a Lígia, o e-mail dela é bixinhu@uol.com.br.

O mestre mandou:
Entrevistamos um senhor de escravos pra ver se é bom.

“Carcereiro” é um engenheiro carioca de 54 anos. Depois que sai do escritório, ninguém sabe o que ele gosta de fazer. “Carcereiro” é mestre SM há muitos anos e nos explica o que, exatamente, isso significa.

O que torna alguém mestre SM?
É a mesma coisa que torna pessoas submissas cadelas ou escravas: a vontade, até meio inexplicável, de viver uma fantasia. Apenas em pólos opostos. Da mesma maneira que eu gosto de bater, há quem goste de apanhar. E ficamos todos felizes.

Existe diferença entre escravo e submisso?
Toda escrava é submissa, mas nem toda submissa é escrava. A escrava é totalmente passiva e não-participativa. Já à submissa é permitido (ou desejado) participação, não só na elaboração de fantasias quanto na existência de rebeldia aos comandos, para que haja a necessidade do castigo, do qual ambos tiram muito prazer. Há ainda a cadela, uma submissa que usa uma coleira e, eventualmente, lambe os pés do dono. No extremo, também pode comer em vasilha usando apenas a língua.

O dono pode vender, emprestar ou alugar seus escravos?
Sim. Submissas, cadelas ou escravas podem ser submetidas a qualquer dessas fantasias, desde que haja acordo prévio.

Só se pode ter um escravo por vez?
Não. Pode-se ter quantos quiser.

Perguntas mais freqüentes sobre BDSM

Rola penetração ou é só estapeação?
A combinar. É mito que nenhuma relação SM tenha aquilo naquilo. Se os envolvidos quiserem que role, rola. Caso contrário, ninguém afoga o ganso.
Esse povo que se açoita acha isso divertido?
É divertido se for a sua praia. Quando estamos sexualmente excitados, a maioria das estimulações podem ser divertidas, ainda mais levando em conta que os nervos sensoriais da área genital são condutores tanto dos estímulos de dor como dos de prazer.
Como saber qual é o limite para não morrer de dor?
A partir do momento em que você não tiver mais prazer, pare.
Mas isso não é pra mim, não!
Será? Se você gosta de assistir a filmes pornôs encenados em masmorras, curte ser arranhado, dar uns beliscões, tapas na bunda ou puxar o cabelo, você tem uma quedinha pelo SM. Caaalma! Da mesma forma que nem todo mundo que curte beber vira alcoólatra, você também não precisa gostar de ser espancado. O BDSM vai do light ao escatológico – o menu é amplo. Você curte dar uns tapas mas não faz chuva dourada nem a pau? Tudo bem. Não é necessário gostar (nem fazer) de tudo.
E se eu tentar mas não gostar?
Caso você experimente e decida que não é para você, que assim seja. Nesse caso, você é um “baunilha” – termo usado para designar os não-adeptos. A gíria nasceu por causa do sorvete de baunilha: ele dá base para a maioria dos outros sabores, mas, sozinho, é bem sem gracinha. Sem gracinha aos olhos deles – isso não quer dizer que você seja sexualmente uma toupeira. Não fique triste: você também é normal.
(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html)

BDSM por James Joyce?

Abstract:

James Joyce, the most acllaimed Irish writer, let us a large number of letters that he wrote to her girlfriend that became later his wife, Nora Barnacle. Among them, this fragment shows the will of the writer to be disciplined by Nora.
Many well know BDSM pratices are expressed in this fragment: age play, spanking, discipline among others.
A very interesting example of the intensity of a feeling and a deep and strong tie between James Joyce and Nora Barnacle.


"O tempo vai voar agora, meu bem, até que teus braços amorosos e ternos me cerquem. Nunca mais me separarei de ti. Não só eu quero teu corpo (como sabes) como também quero tua companhia. Meu bem, creio que comparado com teu soberbo e generoso amor por mim meu amor por ti parece muito pobre e corriqueiro. Mas é o que de melhor posso dar-te, minha cara namorada. Aceita-o, meu amor, abriga-me e me salva. Sou teu filho, como te disse, e deves ser servera comigo, minha mãezinha. Castiga-me tanto quanto queiras. Eu ficaria encantado de sentir minha carne arder debaixo de tua mão. Sabes o que quero dizer, Nora querida? quero que me dês pancadas ou mesmo me açoites. Não de brincadeira, querida, de verdade e na minha pele nua. Eu queria que fosses forte, forte, querida e que tivesses seios grandes, cheios e empinados e coxas grandes e gordas. Eu adoraria ser chicoteado por ti, Nora, amor! Gostaria de ter feito qualquer coisa que te desagradasse, mesmo qualquer coisa trivial, talvez um dos meus hábitos um tanto sujos que te fazem rir; e então ouvir-te chamar-me para dentro de teu quarto e então encontrar-te sentada numa poltrona com as coxas gordas bem separadas e a cara toda vermelha de raiva e uma vara na mão. Ver-te indicar o que eu tenha feito e então com um movimento de ódio puxar-me para perto de ti e atirar-me atravessado no teu colo de rosto para baixo. Então sentir tuas mãos arrancando minha calças e roupas de baixo e levantando minha camisa, e me debater entre teu colo e teus braços fortes e te sentir inclinar-te (como uma ama zangada surrando a bunda de uma criança) até que tuas maminhas grandes e cheias quase me tocassee e sentir-te açoitar, açoitar, açoitar furiosamente minha trêmula carne nua! Perdoa-me, querida, se isso é uma bobagem. comecei essa carta com tanta serenidade e no entanto tenho que terminá-la dessa maneira alucinada.
Estás ofendida com minha escrita horrível, sem vergonha, querida? Presumo que algumas das coiss abjetas que e disse te fizeram corar. Ficaste ofendida porque eu disse que adoro olhar para a mancha escura que tuas calças brancas de menina têm às vezes no fundo? Suponho que me consideras um desgraçado imundo. Como hás de responder a essas cartas? Espero e espero que tu também me escrevas cartas ainda mais loucas que as minhas a ti.
Podes fazê-lo, bastanto que o queiras, Nora, pois devo dizer-te também que (pára aqui)"

(Fragmento de carta de James Joyce direcionada a Nora Barnacle, então sua namorada e depois sua esposa, datada de 13 de dezembro de 1909. In: Cartas a Nora, tradução de Mary Pedrosa, Massao Ohno Editor, paginas 66 e 67.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Novidadwes no Mundo de Janus / News from the World of Janus

Para você que admira os escritos originais do Mundo de Janus, agora o nosso blog oferece a possibilidade de vocês tê-los em formato PDF em seu computador. Para tanto, cada artigo original (não traduzido ou de outro autor) contará com o link na base Scribd que pode ser baixado e transcrito, conquanto citada a fonte.
Fiquem à vontade! Será um prazer tê-los também lá.

From this date on, all the original materials by Janus will be avaliable in PDF format files in the Scribd data base. Initially, all the articles will appear in its original format with the little abstract in English. In a second period, all the the full texts will be transcript in English, for your convenience.
Will be a pleasure to have you all there. All the articles can be translated since the author is mentioned.

Laibach - Life is Life (aka Opus Dei)

video


When we all give the power
Quando damos nossa força
We all give the best
Damos o nosso melhor
Every minute in the hour
Em cada minuto da hora
We don't think about the rest
Não pensamos sobre o resto

And we all get the power
E quando damos nossa força
We all get the best
Damos o nosso melhor
When everyone gives everything
Quando cada um tudo dá
Then everyone everything will get
Então tudo obterá
Life is life!
A vida é a vida!

Life is life
A vida é a vida
When we all feel the power
Quando sentimos a força
Life is life
A vida é a vida
When we all feel the pain
Quando sentimos a dor
Life is life
A vida é a vida
It's the feeling of the people
É o sentimento das pessoas
Life is life
A vida é a vida
It is the feeling of the land.
É o sentimento da terra.

When we all give the power
Quando damos a força
We all give the best
Quando damos o nosso melhor
Every minute in the hour
Em cada minuto da hora
We don't think about the rest
Não pensamos sobre o resto
And everyone gives everything
E quando cada um tudo dá
And every soul everyone will feel
Toda alma sentirá a todos!
Life is life!
A vida é a vida!

And we're all glad it's over
E nos agrada que tudo acabe
We thought it would last
Pensavamos que duraria
Every minute of the future
Cada minuto do futuro
Is a memory of the past
São lembranças do passado
Coz' we gave all the power
Porque todos demos toda nossa força
We gave all the best
Demos tudo do nosso melhor
And everyone lost everything
E perdemos tudo
And perished with the rest.
E perecemos com os demais
Life is life!
A vida é a vida