Pesquisar este blog / Search in our blog

sábado, 27 de março de 2010

De “Sonho Negro” de Anna Akhmátova






És sempre insóito e misterioso
e eu, a cada dia, mais submissa.
Mas teu amor, ó meu amor tirano,
é uma provação a ferro e fogo.

Tu me proíbes de rir e de cantar,
de rezar já me proibiste há muito tempo.
Desde que a nos separarmos nós não cheguemos,
pouco te importa o que me aconteça!

Assim, estrangeira ao céu e à terra,
eu vivo e já não canto mais.
É como se afastasses minha alma peregrina
tanto do inferno quanto do céu.

Dezembro de 1917

domingo, 21 de março de 2010

Caindo, flutuando ou outra coisa? Um ensaio de MsIn10sity sobre subspace

Algo que sobre o que tenho tentado escrever por vários anos é “subspace”. Finalmente consegui dizer algo relevante sobre esse tópico misterioso e ilusório.

Provavelmente, a coisa mais difícil de descrever é , incialmente, essa coisa ilusória chamada “subspace”. Ela é conhecidda como “headspace” ou “flying (voando ou voadora)” ou “floating” (flutuando) mas todos nós que tivemos essa experiência sabemos o que ela significa em nossa própria experiência, sabemos o quanto é difícil definí-la. De fato, tentei escrever sobre isso durante um vários anos, sem sucesso.
Certo mas porque é tão difícil fazer isso? Devido ao fato desse evento ser sentido diferentemente por diversos indivíduos e há muitas formas de abordá-lo e também porque existem também indivíduos que jamais chegaram a esse ponto e também pessoas que nunca sentiram nada mentalmente mas podem sentir certas respostas físicas.
Neste ponto, leio minhas próprias palavras com um grande suspiro. Escrevi dois parágrafos e não disse nada notável mas, como em qualquer outro tópico nesse estilo de vida, não há um “caminho verdadeiro” para descrever qualquer relacionamento ou sentimentos que alguém tenha como parte dele. Portanto, falo sobre mim mesmo aqui e sua “milhagem” pode variar, como dizem. Uma das poucas coisas que eu posso afirmar de forma absoluta ~e que meu Mestre (Michael) que cunhou o termo muitos anos atrás “emprestou-o” da série “Star Trek”.
Subspace é , usualmente, mais que apenas um espaço mental derivado de servir um dominante de alguma forma mais do que um caminho extraordinário necessário para agradar e é tão comum para escravos como para submissos. A descrição mais simples é um tipo de estado hipinótico alcançado pela liberação de endorfinjas na corrente sanguínea. Mas a explicação pseudo-científica do subspace não importa, ao menos enquanto escrevo. Do que eu quero falar são os sentimentos físicos e mentais envolvidos.
Pode ter uma qualidade dos sonos e pode virtualmente paralizar alguns submissos por algum tempo. É , em minha opinião, a maior elevação natural que alguns comparam com a “elevação de um corredor” no que se refere à liberação de adrenalina no sistema.
Alguns dizem que é é um estado de transe revigorante mais do que relaxante e é geralmente declarado (penso que na maior parte das vezes por aqueles que nunca o experimentaram) que é apenas é possível alcançar o subspace através de um estímulo físico doloroso.
Francaente, é uma contradição: é mais do que possível alcançar-se o subspace de uma paixão arrebatadora e amorosa sem dor envolvida.
Eu senti subspaço em um número de níveis na minha vida durante minha presença no nosso meio de vida, de um modo que não me faz qualquer tipo de especialista na questão. Existem muitos submissos nesse estadoo mental e todos descrevem a mesma coisa.
Algumas vezes, o subspace pode ser tão profundo que o indivíduo não pode comunicar-se ou mesmo mover-se. Isso me aconteceu alguma vezes e é por isso que quero prevenir as pessoas que são novas no assunto que essa é uma situação muito perigosa tanto para o dominante como para o submisso. Afinal, se o submisso não pode comunicar-se , ele ou ela não pode dizer a palavra de segurança, o gesto de segurança ou qualquer outro modo de proteção própria e está na mão dos dominantes lidar com tais situações com equilíbrio e estar atento à elas. Meu argumento também trata do fato que o subspace pode mudar o curso de um relacionamento e as reações – mesmo ao mesmo estímulo – pode mudar sem nenhuma razão em particular.
O subspace pode ser a experiência mais maravilhosa e também a mais terrível. Também senti como saindo de controle e isso não é um sentimento agradável. Eu não descrevo uma situação de “flashback” de alguma situação prévia que deu errado (como questões de abuso) mas sim uma sensação como estar caindo sem controle em um elevador. Eu poderia estar falando negativamente disso mas tenho a sorte de estar com um Mestre que sempre esteve preparado para lidar com o qual fosse a forma que me subspace poderia tomar em qualquer situação.
No seu melhor, subspace é quase sempre uma elevação mental e física para mim. Eu , algumas vezes, vejo meu próprio corpo em um belo jardim com belas flores e uma corrente de ar e sinto-me com a ótima sensação de conforto e amor que apenas pode ser descrita como um “paraíso temporário”. Frequentemente, não falo nada mas eu sei que meu Mestre está lá e ele sente como se nós fossemos apenas uma pessoa no mundo.
Algumas vezes eu falo mas não em resposta ao meu Mestre mas mais como um fluxo como uma corrente de consciência que não faz nenhum senso na verdade e quando ele me traz de “volta para a Terra” desse tipo de experiência de subspace, todo o meu desconforto físico desaparecem e sinto nenhuma dor ou o que seja. Eu sinto como se tivesse corrido um maratona e isso é o que é mágico nisso.
Sofro de dor constante de uma forma de artrite inflamatória e não há medicamento no mundo que alivie a dor totalmente como o subspace faz por um periodo de tempo.
Além dessa elevação maravilhos é necessário completa confiança que tenho em meu Mestre. Eu sei que ele nunca me deixará sozinha nesse estado (o que poderia ser muito perigoso) e que fora de uma emergência, ele será gentil e dedicará seu tempo para trazer-me de volta do subspace para a realidade novamenmte.
Eu tive subspace em muitos dias e é , algumas vezes, um sentimento quase bizarro. Bizarro porque as coisas que normalmente me incomoam não me o fazem mais e eu me sinto quase sonhando mesmo enquanto “funciono” como usualmente faço. Chamarei essas experiências de um tipo de “realidade velada” e não tenho nenhuma idéia porque o subspace varia tanto de tempo a tempo. Também, eu chego ao subspace apenas com a voz dele no telefone e de orgasmos múltiplo também.
No final das contas, é um estao mental e algumas vezes de corpo que eu desejo que possa ser engarrafado mas eu não tenho a habilidade de atingir o subspace totalmente sozinha apesar de eu imaginar que fosse possível também.

Fonte: Albany Power Exchange

Pintura: Magritte

Tradução: Janus SW

quinta-feira, 18 de março de 2010

Diferenças Entre Escrava e Submissa (Raven Shadowborn)

Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html – Site do Carcereiro)
Muitos perguntam se escravas realmente existem. Na forma como a história e os dicionários definem, não, elas não existem na maioria dos países modernos. (Apesar de haver alguma controvérsia sobre círculos de escravidão existirem secretamente) A maioria das pessoas geralmente concorda que a posse legal de outro ser humano é imoral, e logo, ilegal. Em todo caso, no mundo BDSM, alguém perceberá que as pessoas envolvidas se denominam por vários nomes; um deles, é o termo “escravo(a)”.
Naturalmente, isso freqüentemente levanta a questão de quão diferente uma escrava é de uma submissa. Esta questão normalmente é encarada com franca hostilidade, descrença na existência de escravas, e a idéia de que as palavras escrava e submissa (como nomes) são termos permutáveis, equivalentes, no mundo BDSM. Muitos não concordarão com quaisquer destas idéias, e eu sou um deles. Gastei uma generosa soma de tempo conversando com escravas na melhor tentativa de entendê-las, suas opções, e fazer meus juízos se isso é uma escolha saudável ou não, dentro do estilo de vida BDSM.
À pergunta de se, escravas existem ou não no BDSM, eu respondo que sim. Podem não ser o grupo mais numeroso, mas têm algumas. Escravas diferem de submissas? Novamente, minha resposta é sim. Escravas diferem de submissas pela forma como pensam, agem, submetem-se e suas expectativas.
Uma escrava tende a pensar mais na linha “preto no branco”. Elas têm muito pouco espaço para manobras ou tons de cinza na sua escolha. Elas não parecem esperar muita flexibilidade do comportamento de seu Dominante também. Com isto eu quero dizer, se uma escrava está sentindo-se indisposta e logo não completa suas tarefas diárias, esperaria do Dominante o castigo de sempre . Uma submissa estaria mais inclinada a esperar indulgência do Dominante porque estava indisposta. Uma escrava pensa em termos de ser posse, não em termos de estar submetendo-se. Para elas, estar encoleirada em um relacionamento significa ser posse, e freqüentemente isso se traduz na afirmação de que elas não têm o “direito”, “escolha” ou “opção” de sair do relacionamento se ele andar mal.
Isso não significa que uma escrava vai aceitar um relacionamento abusivo, embora seus limites de tolerância para o que é abusivo e o que não é parece mais alto do que na submissa. Essa crença de ser posse origina-se de um forte compromisso tanto no lado emocional quanto mental para com seu Dominante. Existe um nível de aceitação ao comportamento do Dominante que pode ser mais intenso e abrangente do que muitas submissas consentiriam. Por exemplo, um Dominante quer trazer um terceiro para dentro do relacionamento. Uma submissa exigirá que alguns critérios sejam observados antes de permitir (sim, permitir), donde uma escrava diria “está acima do meu alcance, se é o que o Senhor quer, então que seja”, e resignadamente aceitar a mudança. Para alguns, esta forma de pensar é considerada errada ou instituída por meio de abuso, mas isso não é necessariamente verdade. Uma escrava floresce no fato absoluto, de que elas literalmente não têm controle sobre o relacionamento ou o que vai acontecer nele, donde uma submissa freqüentemente retém algum grau de controle sobre o relacionamento. Seu processo de pensamento foca somente no que faria o Senhor (a) mais contente e no como a escrava pode ser mais prazerosa a ele. Submissas tendem a pensar em si mesmas e seu proprio prazer em adição ao do seu Dominante. Escravas trabalham duro para porem-se em segundo lugar em todas as coisas, e seus Donos em primeiro. Para elas, isto é o que resulta de ser uma escrava e submeter-se completamente. Escravas se esforçam muito em conquistar uma paz interior com sua posição escolhida. Com essa paz, vem a aceitação de si mesmas, e um quieto senso de contentamento. Elas vêem orgulho, arrogância and outras emoções como negativas e indesejadas em uma escrava.
O comportamento de uma escrava é diferente do de uma submissa também. Se você ouvir escravas falarem sobre seus comportamentos (ou assisti-las), elas normalmente falam sobre aceitação quieta, em controlar-se o tempo todo, formalidades, e outras coisas. Parece haver mais foco no como uma escrava se comporta em qualquer dado momento, com menos margem para ser diferente. Em muitos relacionamentos de escravidão, a escrava é exigida a usar o título do Dono ao endereçar-se a ele em qualquer situação, and não conceberiam chamar seu Dono por qualquer outro nome. A maioria das escravas acha gritar, crises de mau humor, ou de nervos ou qualquer outra forma de comportamento descontrolado da parte da escrava repreensível e meritória de punição severa. Escravas poem bastante ênfase no seu comportamento e no como reagem ao seu Dominante. Seguram-se em um alto nível de autocontrole. Cobram de si mesmas terem um comportamento prazeroso o máximo possível. Não vêem margem para molecagem, qualquer forma de “topping from the bottom” (ditar cena) ou qualquer outra forma de manipular o Dominante. Geralmente vêem molecagem como manipulação, choramingos, persuasão ou fazer pedidos novamente depois da primeira negativa como comportamento manipulador que se endereçam aos desejos necessidades da escrava ao invés do Dominante e logo, impróprios. Elas olham com desdém para qualquer comportamento que é dirigido a forçar o Dominante a encontrar uma finalidade da própria escrava, em lugar de focar-se na necessidade do Dono. Uma escrava se esforça pela perfeição interior em completar todas as tarefas que o Mestre lhe dá, enquanto mantém uma parte da sua atenção em coisas que não foram solicitadas a fazer, mas acham que poderia agradar o Mestre se feitas. A uma escrava é requerido que seja bastante auto-suficiente e hábil pois freqüentemente tem uma carga forte de responsabilidades. Escravas normalmente sentem que uma escrava não precisa ser orientada nos mínimos detalhes porque isso é enfadonho para seu Dominante, a menos que ele aprecie a meticulosidade. Uma escrava vai se comportar com o maior respeito em uma situação formal, e com todo o respeito que qualquer situação exija. (Por exemplo, um momento calmo em casa que não requeira um protocolo rígido, como uma festa formal iria).
Nenhuma dessas ênfases no comportamento significa que uma não pode ou não faz piada, relaxa ou entra em brincadeiras. Muitas escravas de fato fazem estas coisas. Fazem, contudo, com grande atenção à reação do Dominante e tomam cuidado para não serem deselegantes ou excessivamente sarcásticas. A menos é claro que o Dominante não aprecie este comportamento, então é melhor que ela o restrinja (o comportamento). (N.T.: O que pode ser bastante difícil, e na minha opinião pouco saudável, para alguém que tem naturalmente um senso de humor brincalhão como parte de sua personalidade) Então por favor não entenda que este artigo diz que escravas não se divertem, não têm senso de humor ou algo assim porque seria inverídico. Escravas têm personalidade como todo mundo, e se divertem com ela como todo mundo. Escravas apenas tendem a ser bem mais preocupadas com a reação do Dominante a estas atividades do que algumas submissas são. Elas também não usam seu senso de humor para provocar o Dominante a agir com elas, a menos que o Dominante aprecie este tipo de elemento na cena. Basicamente elas talham seu comportamento naquilo que o Dominante prefere, e sente-se mais confortável.
As expectativas de uma escrava acerca de seu Dominante e do relacionamento são freqüentemente diferentes das de uma submissa. Uma escrava não espera satisfação de seus desejos para além de suas necessidades mais básicas. Quando o Dominante faz algo além disto para com elas, é visto como um presente, e não o preenchimento de uma necessidade. Escravas tendem a ver coisas que muitas submissas esperam em um relacionamento, como luxo e não necessidade. Isso não significa que uma escrava vai aceitar ser abusada ou tratada como inútil por longos períodos de tempo, apenas significa que elas não esperam todos os mimos que outros esperam de seus relacionamentos. (como ganhar carinho sob solicitação, falar quando tiver vontade, dormir numa cama, etc). Escravas sabem que seu relacionamento é difícil às vezes e que sua submissão não é fácil o tempo todo. Elas esperam serem solicitadas ou ordenadas a fazerem coisas que não vão necessariamente serem prazerosas para si porque seu foco não está na própria satisfação, mas na do seu Dominante. Esperam ser tratadas como escravas e não mimadas ou bajuladas. Elas esperam ser forçadas em seus limites e ter estes limites expandidos. Esperam preencher as expectativas de seus Dominantes e não verem seus Donos aceitarem qualquer manipulação ou desobediência. Elas esperam serem usadas na totalidade de seu talento ou mesmo serem treinadas para aumentar suas capacidades para preencher a necessidade do Dominante. Não esperam ser consultadas para cada decisão, ter sua opinião requisitada o tempo inteiro, ou algo parecido. Isso não significa que elas esperam ser ignoradas ou tratadas como se elas não importassem, elas apenas não esperam isso como uma parte corrente do relacionamento, apesar de muitas darem suas opiniões, sentimentos, isso é requisitado por seus Dominantes e eles irão freqüentemente leva-las em conta quando tomarem decisões.
Uma escrava submete-se diferentemente de uma submissa também. Escravas não impõem limites à atividade dos Dominantes. Uma submissa vai freqüentemente ter limites mais rigidos que o Dominante não consegue ultrapassar, e limites mais brandos que podem ser suprimidos com prévia negociação. Uma escrava não tem qualquer dos dois. Elas não vão dizer que o Dominante não pode engajar certo tipo de jogo ou usar um específico acessório. Elas podem dizer ao Dominante que não gostam desta ou aquela prática ou acessório no começo do relacionamento (preferencialmente antes do encoleiramento) mas não vão rejeitar o Dominante por fazer/usar tais coisas. Elas contam com a idéia de de serem solicitadas a fazer coisas que não gostariam particularmente e consideram isso como parte do submeter-se, uma vez que seu conceito de submissão coloca a satisfação do Dominante em primeiro lugar, antes mesmo da própria. Muitas escravas dirão que por causa destes imperativos, uma escrava vai escolher um Dominante com quem tem mais afinidade, logo não vai lhe solicitar coisas que ela se nega terminantemente a fazer. Mas mesmo assim, a escrava espera que estes limites mudem com o tempo e aceitam que isto aconteça. Uma escrava não acredita que possa simplesmente deixar o relacionamento. Algumas acreditam que depois de encoleiradas é para a vida, e não vão pedir soltura mesmo que sintam sua vida em perigo, ou sintam-se mentalmente/ fisicamente machucadas (nota do tradutor: isso é deveras improvável). Todavia, muitos relacionamentos têm diretrizes cabíveis para caso de soltura caso a escrava realmente deseje romper. Algumas escravas afirmam que uma escrava não pode ser abusada uma vez que o Dominante não tem limites na sua condução, e se o Dominante opta por agir de forma abusiva então seja feita sua vontade. Isso não parece ser o senso comum entre as escravas, porém também ocorre.
Muitas dessas diferenças se sobrepõem, e são aplicáveis a submissas também. Todavia, em sua totalidade elas existem para a maioria das escravas que tive contato. A escrava não é melhor que a submissa em minha opinião, meramente diferente. Algumas destas características podem existir em uma submissa, ou mesmo todas elas. Estas diferenças básicas parecem existir no tocante aos limites da submissão. Uma escrava não os tem, uma submissa sim. A palavra que cada uma vai escolher para definir a si mesma segue uma questão de escolha pessoal, e minha intenção nesse artigo não é diferente. Em lugar disso, meu intento é de ajudar outros a entenderem a escrava um pouco melhor, e não as ver como desmioladas ou capachos, porque estas duas palavras não descrevem a maioria das escravas por opção de vida. Seja ou não a escravidão uma opção de vida saudável, é uma questão de escolha pessoal. Acredito que isso pode ser uma escolha muito saudável, ao passo que outros discordariam. Como em qualquer relacionamento onde a divisão de poder esteja colocada na ascendência de uma pessoa sobre outra, abusos podem acontecer. Contudo, eu não tenho base para afirmar que estes abusos ocorram mais com escravas do que com submissas, ou no BDSM de modo geral.
Traduzido Por John Coltrane.



Opinião pessoal do tradutor:
Pessoalmente considerei a questão dos limites mais frouxos, como ainda uma escolha segura. É natural que o relacionamento de escravidão como se afigura no texto, é precedido de uma negociação como qualquer outro e todas as demais recomendações de segurança nos primeiros contatos podem perfeitamente conviver em harmonia. Vale lembrar que um verdadeiro abusador nãoavisa antes que não se compromete em respeitar limites: muito antes ele preferiria passar a idéia de ser cuidadoso, para depois cometer o abuso.
Se você não se identificou em nada com a descrição de escrava, é simples: você não
é uma. É uma submissa, ou bondagista, ou apenas masoquista ou até mesmo apenas
uma fetichista. Nada de errado nisso. A preocupação em se diferenciar uma coisa
de outra se dá apenas como complemento aos conhecimentos do leitor e não se faz
referência obrigatória.
A não negociação prévia no tocante ao rompimento de limites, como indicado no texto, é compensada por um busca mais exigente no tocante à afinidade entre as partes, pela escrava, conforme exposto. Pela escolha de vida, se torna ainda mais presumível que tanto a escrava irá optar pelo Dominante com a melhor índole possível (idoneidade), e analogicamente, um Top que aprecie tal relacionamento há de ter uma preocupação ainda maior para com a lisura em sua condução: uma peça com tais características lhe seria demasiado cara para perder por desleixo ou má vontade.
Atenciosamente,
John Coltrane.

terça-feira, 16 de março de 2010

Chicote longo: a missão!

Bem, gente, peço muitas desculpas por conta desse vídeo que eu tentei colocar aqui mas não deu certo. Vou tentar de duas formas. A primeira, é incorporado abaixo. Caso dê errado, clique aqui.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Iniciando: Dicas para Monitores de Masmorra

Jay Wiseman

Já a muito tempo, as plays têm pessoas especiais para desempenhar o papel de “monitores de masmorra” ou DM para abreviar. Essas pessoas estão ali principalmente para assegurar que as regras da festa sejam cumpridas e também para criar um espaço seguro para os participantes. Todavia, os DMs também são representantes dos anfitriões e eles também podem auxiliar os participantes a apreciarem a festa. Nos últimos doze anos fui DM em mais de 100 plays e tenho algumas dicas básicas para compartilhar:

1. Conheça as regras da casa e da festa e da casa

Dado que a responsabilidade é aplicar as regras, essa dica parece um tanto óbvia mas é incrível quanto muitos DMs não tinham clareza das regras da casa e da festa. Aconselho a estudarem as regras cuidadosamente antes de você começar o seu turno e manter uma cópia escrita consigo.

2. Não participe da play ou socialize-se excessivamente enquanto estiver na função de DM.

Enquanto tiver suas responsabilidades como DM, você está lá para criar um espaço seguro para os outros mas não para participar da play ou socializar-se excessivamente com uma pessoa em particular ou grupo de pessoas. Não se distraia.

3. Circule. Se alguma área não foi verificada em 15 minutos, dê uma olhada nela

Frequentemente, o espaço das plays é maior do que você pode supervisionar de um determinado ponto de visão, portanto, caminhe. Como regra geral, se uma área não foi verificada nos últimos 15 minutos, é hora de dar uma olhada. Esteja alerta especialmente a qualquer sinal de embriaguez. Muitos dos acidentes relacionados com o SM poderiam ser evitados se uma ou mais pessoas envolvidas estava embriagada.

4. Não mostre preconceito ou favoritismo por ninguém

É muito tentador querer dar alguma moratória para que seus amigos possam violar algumas das regras menos populares. Não faça isso. Se a letra da lei é menos aplicada para aqueles que são amigos do anfitrião e outras paras as pessoas “reles”, há um grande risco de se destruir a sua credibilidade e abrir espaço para sentimentos hostis, até mesmo uma confrontação.
Um dos maiores desafios do DM é ser escrupulosamente honesto com uma pessoa que você não goste. Novamente, não pode haver dois padrões. Se você não pode ser honesto com todos, não seja um DM.

5. Melhor intervir antes do que depois

Cedo ou tarde você verá algo que viola as regras do play. Quando isso acontecer, é uma boa idéia esperar alguns minutos para ver se o comportamento cessa (isso acontece frequentemente quando as pessoas notam que o DM está olhando). Todvia, se o comportamento impróprio continuar por mais alguns minutos, é hora para intervir. É da natureza humana testar os limites e ver se as ditas regras são reais. Faça com que as pessoas entendam que as regras existem e que cumprí-las e que isso não é opcional. Se elas começarem a ter a idéia que cumprir as regras é opicional, você tem um problema real em suas mãos e se essa desobediência tornar-se comum, a tarefa de corrigí-la será sua.

Também, corrigir um erro logo que ele for percebido ajuda a preservar a energia da cena. Vi cenas arruinadas por DMs que viram as violações e não fizeram nada sobre elas até a energia estivesse aproximando-se de seu auge. Tal abordagem pode arruinar a cena pode dar ao DM uma (merecida) má reputação.
Ponto chave: Ninguém se beneficia quando um DM observa um comportamento inadequado e não o corrige.

6. Intervenha gentil e diplomaticamente

Violações intencionais das regras da festa são realmente mais raras. O que é mais comum é que alguém simplesmente não sabe que uma atividade específica não é permitida. Portanto, tenha uma atitude sóbria quando abordar as pessoas envolvidas.
Não há necessidade de criar uma cena. Entre outras coisas, essa abordagem ajuda a preservar a dignidade da pessoa envolvida. Uma advertência gentil é quase tudo o que é necessário . Em raras ocasiões é necessário mais que uma advertência e é altamente recomendável que você consulte o anfitrião antes de tomar ação.

7. Esteja pronto para emergências

Emergências podem envolver apenas um indivíduo – como, por exemplo, um desmaio – ou pode envolver toda a festa – como uma falha de energia ou um terremoto. Tenha certeza de saber onde os diversos itens de emergência estão. Certifique-se de saber onde as saídas se encontram e como abrí-las.

8. Esteja treinado e com o equipamento adequado

Enquanto estiver no papel de DM, você deve portar algum tipo de emblema facilmente identificado como um sinal de seu papel. Obviamente você deve removê-lo quando não estiver trabalhando. Se for possível, tenha conehcimentos e treinamento de Ressucitação Cardio-Pulmonar (RCP) e primeiros socorros, reciclados anualmente. Você deve também ter luvas de látex e uma lanterna ou e um par de tesouras de boa qualidade consigo.

9. Dê pequenas ajudas com assuntos como comida, lixo e música.

A tarefa de fazer acontecer uma “play” é chamada de “a maldição de dez mil detalhes”. Mesmo não sendo seu trabvalho usual, estritamente falando, recolher os copos de papel e o lixo que foi deixado jogado e ter cuidado com outras coisas como música e o nível de temperatura ou reabastecer a comida, fará com que você mereça a gratidão do anfitrião ao ajudá-lo com as tarefas sem prejuízo de suas tarefas primordiais. Particularmente, a limpeza pós-festa é geralmente a parte mais dura do evento e você fazer o que for possível para ajudar torna a tarefa mais simples e que será especialmente apreciada.

10. Faça uma análise depois da festa

Depois da festa - talvez não imediatamente depois mas um dia ou dois – converse com o anfitrião e outros DMs e talvez com outras pessoas que frequentaram ou ajudaram na festa para discutir o que trabahou ou não. Existiram pequenas dificuldades com qualquer pessoa em particular? Algum aspecto foi mal tratado ou foi muito bem atendido? Não se supreenda se toda a “play” tenha algo para ensinar você.

Texto original no Albany Power Exchange

sábado, 6 de março de 2010

Cinco perguntas para La Femme

A carioca La Femme é a entrevistada do blog via "Formspring.me". Ela fala sobre as suas concepções no BDSM, cenas, meio e dá sua opinião submissão e feminismo.


1. Existe uma história atrás do nick La Femme?

Não,na época em que buscava um nick, tinha muito em mente um nick francês. Obvio eu tentei La Belle do Jour, por causa do filme. Já tinham muitas, então fui para "Mulher" e daí saiu "A Mulher". Ficava mais sonoro. Não queria ser Femme, queria ser La Femme rs

2. La Femme... Qual é a cena inesquecível da qual você tenha participado?

A primeira vez que vi uma cena da Bela dominando, foi inesquecível pra mim. Ela tinha Renan e Leo na masmorra e alternava entre os dois.Eu fiquei boquiaberta , cheguei a chorar, achei linda. Nunca me esqueci desta cena.
Como participante, foi em outubro de 2008, onde eu fiz uma cena de spanking no salão principal, e fui emprestada para :
Dona Loba
Walkíria Scheider
Sua Dona SP e Bela com chicote de 3 mts.
Foi uma das cenas inesquecíveis.

3. A questão do poder é o grande "quê" da condição de Dominador. Quando vc acha que poderia ser uma fraqueza?
Quando ele é imaturo (não importa idade cronológica, tem dominadores chegando a 3ª idade com idade mental de 15) e não sabe o que fazer com o poder que lhe é concedido. Resultado disso, ou ele sucumbe e se torna fraco e não consegue nem manter uma relação, ou ele infla o ego , se alimentando do prazer que já foi concedido um dia,ou das migalhas que ele recolhe daqui e dali e passa a se achar o maioral.
Na segunda opção , nada mais é do que uma grande fraqueza por detrás da casca de fortaleza.

4. Você é uma pessoa que se insere bastante no chamado "meio" BDSM. Haveria algum fator que a levaria a deixar de frequentá-lo?

Nenhum. Talvez se eu brigar com a Bela , ou vice e versa, e ela me explusar do Dominna eu vou ficar bem triste , mas acho que nem assim sairia do meio. Estou nele pelos amigos que fiz e pelo quanto ele me faz bem. Não estou nele para conseguir escravos, isso é efeito de estar nele.

5. Como vc vê a possibilidade de se conciliar uma visão emancipatória da mulher com a questão da submissão?

Caro amigo, eis uma grande contradição. Se não colocarmos a emancipação da mulher de tal forma ,que ela é dona, inclusive do tipo de prazer que lhe satisfaz, complica.
Eu vejo como uma libertação, uma mulher independente , decide por algumas horas , abdicar de tudo isso
e simplesmente seguir ordens. Vejo como dar "uma folga" ao cotidiano louco em que a mulher emancipada vive hoje, se colocando em "módulo" "Sim Senhor Não Senhor", para desestressar.
A mulher que consegue isso, vive feliz. Porquê? Porque ela já tem sua vida independente e pode sair da rotina, "se permitir ser submissa", e retornar mais leve.
Submissa 24 x7? Hummm acho que só no Oriente Médio e olhe lá.

(Foto: arquivo pessoal da entrevistada)