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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Presença - Janus SW

Sabia muito bem como pegá-la desprevinidamente: um encontro casual, marcado com absoluta convicção do que queria, uma roupa ou ausência de uma peça de vestuário, uma espera que parecia não terminar e que a mantinha por muito tempo à mesa do bar, bebida previamente estabelecida, quantidade de doses igualmente, um convite a controlar a quantidade de bebida que jamais deveria deixar de estar em seu copo.
O garçom  não entendia o porquê dela não deixar que os copos, em número crescente, fossem retirados. 
- O senhor poderia deixar os copos na mesa, por favor?
Um balançar de cabeça e a velha frase que há doido para tudo e era isso no que ela estava pensando, no que significaria um dizer a qualquer um de seus fetiches, de sua quase tara por ser comandada. Talvez, em outras circunstâncias, ficaria absolutamente contrariada em sair de saia sem calcinha, como fora comandada hoje, até porque não é qualquer um que pode fazer isso mas ELE pode, quase ousaria dizer que ele DEVE.
Não ousaria olhar no relógio, nem aquele em seu pulso e muito menos no que encontrava-se na parede porque sabia no que aquilo poderia redundar em uma sessão extra de spanking ou de torturas diversas. Sim, claro, adorava ser submetida como ELE quisesse mas chegava um limite, aliás que o DONO conhecia muito bem mas que adorava ultrapassar.
Sim, ELE era dedicado, cuidadoso, obcecado por segurança mas também gostava de acrescentar momentos de puro sadismo, agulhas trespassadas, bicos presos em instrumentos de aço, spanking em áreas sensíveis que a faziam engolir a vontade de gritar e que O desafiavam de alguma maneira até que, vencida, deixava escapara os seus "ais".
Sentia uma umidade começar a brotar-lhe no sexo e cada vez mais conscientizava-se de que ELE a possuía totalmente. Seria possível negar? Como se cada vez mais sentia que seu sexo lubrificava-se com os licores do prazer que ansiavam pela posse DELE?
Mais uma vez resistiu ao impulso de olhar para o relógio mas não por medo e sim porque sabia que ELE era dono de si, do seu tempo, de todos os tempos. Se quisesse que ela esperasse o tempo todo, esperaria, se quisesse que ela fosse, iria, se quiser que ela desaparecesse, por mais que não quisesse isso (e ousava querer, silenciosamente), iria.
Desejo... As pernas sutilmente trançavam-se para dar conta do formigamento em seu clitóris que irradiava-se por seu ventre em ondas sucessivas e periódicas, tornando quase um martírio, o primeiro que ELE aplicaria na noite que caía sobre a cidade.
Os sinos da igreja ao longe informavam as horas mas ela não queria, não podia saber quantas eram e para isso distraiu-se na canção que não gostava mas servia para destraí-la dos sinos.
Fechou os olhos e quase sincronicamente sentiu uma mão forte e grande apertar-lhe o lado, com força.
- Dono! - exclamou quase sem fôlego tanto pela força da carícia como pela surpresa.
ELE nada falou mas apenas observou os copos que permaneciam sobre a mesa e os contou. Muito bem! Quantidade abaixo daquilo que que havia preceituado, o  copo pela metade, tudo corretamente feito.
O vestido que não ia além das coxas, sem sutiã, e deslizando as mãos sutilmente sob ele, não encontrou a calcinha como havia ordenado. 
- Que horas são, minha menina?
Tentou levantar os olhos que mantinha baixos mas foi impedida. 
- Não precisa ver... Diga-me que horas são?
- Eu não sei que horas são meu Senhor.
- Como não sabe. Faz pouco tempo que o sino da igreja tocou, deve tê-lo ouvido!
- Não, Senhor. Eu ouvi as primeiras badaladas mas não ousei contá-las.
- Porque?
- Porque o Senhor me ordenou que não o fizesse.
ELE sorriu satisfeito por tal manifestação de submissão. Decidiu premiá-la ao seu modo, entregando-lhe uma pequena sacola e ordenando que fosse à casa de banho. Quando preparava-se para sair, ELE sussurrou em seus ouvidos: 
- Atrás... e sorriu maliciosamente.
Ela imaginava o que isso significava mas não tinha certeza até chegar à casa de banho e abrir a sacolinha com uma calcinha combinando com seu vestido e um plug pequeno com um tubo igualmente pequeno de lubrificante.
Agora percebia que era exatamente o que pensava e lubrificando seu ânus, lentamente introduziu o plug naquele local, sentindo conforme o acessório alargava-se, diferentes sensações de dor e de prazer. 
Respirou fundo depois da introdução em seu orifício que apenas fora explorado por ELE e, entorpecida, apenas notou duas pequenas borboletas de metal ao dobrar a sacola de pano que havia duas pequenas borboletas de metal.
O celular dela toca, letras discretas no display moderno do aparelho: DONO. 
- Senhor...
- Achou as borboletas?
- Sim, Senhor! Acabei de encontrá-las.
- Bem.. muito bem.. Uma em cada bico e venha o mais rápido possível.
Abaixou o vestido a ponto que seus seios ficasse expostos. As borboletas eram mínimas mas tinham potência ao segurarem em seus bicos grandes e que ficaram duros com um misto de desejo e dor.
Vestiu a calcinha a ocultar o plug e colocou seu decote de forma as borboletas parecerem o menos possível. Retocou a maquilagem, sentiu o plug em seu orifício a ser pressionado enquanto andava.
Á mesa, seu DONO já pedira a conta e esperava por ela. Sorriu quando percebeu a marca do elástico da calcinha sob o vestido e já sabia o que estava guardado ali. Foram até o carro onde tirou as borboletas para alívio de sua peça.
- Muito bem, menina. Orgulho-me de você. Terá o direito de dormir na cama de seu DONO hoje.
Alegrou-se em seu íntimo: para isso fora feita, para servir, obedecer, ser tomada. Era feliz e uma noite de prazeres os aguardavam

3 comentários:

  1. uau!!! amei.

    boa semana.

    bjos...


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    __(“)=l___O.,.O___l=(“)____
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    ________Te Adoro_________
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  2. astharoth de Janus9 de outubro de 2010 23:35

    Senhor Janus,

    A cada palavra lida, consigo imaginar perfeitamente a cena e seus atores. Imagino Sua voz, sempre firme mas acolhedora, sem espaços para titubeios.

    Fico extremamente feliz por voltar a ler Seus textos. Ainda mais um no qual consigo perceber toda a Sua sensualidade, tão velada mas tão forte.

    Obrigada por nos dar a oportunidade de le-Lo e, em especial, pela oportunidade de amá-Lo.

    De sua sempre serva

    astharoth de Janus

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  3. Minha querida menina...

    Emocionado ao ler suas palavras. Que possamos sempre estar juntos nessa trajetória maravilhosa que compartilhamos.

    Com amor de seu Dono...

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